Produção da castanha de Caju chegará a 160 mil toneladas para a campanha 2023-2024 contra 157 mil registadas na safra anterior.

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Para o efeito, a região Norte do País, juntamente com a Província da Zambézia, no Centro, poderão contribuir com 120 mil toneladas entre Outubro e Janeiro, enquanto outras produzirão dez mil de Novembro a Março.

 Por sua vez, a região Sul do país poderá produzir 30 mil toneladas entre Novembro e Abril.

A antevisão foi partilhada por Paulino Sitoe, Chefe do Departamento de Fomento e Produção de Amêndoas de Moçambique, durante a primeira sessão do comité do sector realizada, recentemente, em Maputo.

Na região Sul, o cenário actual indica que existem largas possibilidades de uma boa produção e comercialização da castanha, apesar da previsão de ocorrência de chuvas torrenciais durante a campanha.

“No Norte, a queda pluviométrica não irá afectar a produção e colheita, havendo necessidade de os produtores observarem rigorosamente os procedimentos”, advertiu a fonte, referindo que as expectativas positivas abrangem ainda a zona Centro.

Sobre aspectos fitossanitários, prevê-se alcançar 40 por cento da floração no Norte do país, 50 por cento de frutificação e 10 por cento de maturação no Centro, os registos apontam para 70 por cento de floração, 25 de frutificação e cinco de maturação. Para o Sul, o prognóstico indica 60 por cento de floração, 35 de frutificação e cinco por cento de maturação.

A fonte sublinhou ainda que para assegurar o crescimento da produção foram realizadas actividades preparatórias, como a pulverização de 9,2 milhões de cajueiros, capacitação de 6,4 mil produtores e 5,7 mil provedores de serviços de tratamento químico. 

A castanha de caju surgiu nos últimos anos como uma mercadoria promissora no mercado global. 

A exportação da castanha de caju por Moçambique rendeu US$53 milhões em seis meses, mais do que todo o ano passado, sendo o principal produto agrícola vendido pelo país ao exterior, segundo a Lusa.

De acordo o Boletim anual da Balança de Pagamentos, do Banco de Moçambique, o País exportou em todo o ano de 2022 produtos agrícolas no valor de US$ 562,3 milhões dos quais US$ 51,7 milhões provenientes das exportações da castanha de caju.

No primeiro trimestre de 2023 a exportação da castanha de caju ascendeu a US$50,8 milhões. No segundo trimestre as exportações do produto atingiam cerca de US$2,2 milhões.

Este desempenho já se traduz no melhor ano de vendas de castanha de caju por Moçambique, que desde 2016 oscilou entre US$ 14,8 milhões em 2018, e os US$ 51,7 milhões, no ano passado.

Durante grande parte do século passado, Moçambique foi o maior produtor mundial de castanha de caju e recebeu em 1960 a primeira fábrica de processamento do continente, actividade que entrou em declínio após o a independência, em 1975.

Actualmente, estima-se que mais de um milhão de famílias moçambicanas cultivam e vendem caju e o sector de processamento emprega mais de 8.000 pessoas no país.

Moçambique exportou US$ 181,8 milhões em produtos agrícolas nos seis meses já contabilizados este ano, menos de 5% dos quase US$ 3.715 milhões do total de vendas ao exterior neste período.

 Globalmente, Moçambique bateu em 2022 o recorde de exportações, atingindo um volume de praticamente US$ 8.281 milhões, impulsionadas pelas vendas de gás natural.

O Vietname e a Índia são actualmente os dois principais compradores de castanhas de caju, representando 40% das importações globais. Outros compradores significativos incluem os Estados Unidos, os Países Baixos e a China.

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