Heineken diz que a operação na Nigéria está a enfrentar a pior recessão da sua história

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A unidade nigeriana da Heineken NV está a enfrentar o pior declínio na história das suas operações na nação mais populosa de África, assimiu o Director Executivo da empresa numa reunião com investidores na segunda-feira.

“Foi um ano sem precedentes para a nossa actividade na Nigéria”, disse Hans Essaadi, Director Executivo da Nigerian Breweries plc, aos investidores em Lagos. “Assistimos a um declínio significativo no mercado das cervejas lager, devido ao facto de os consumidores nigerianos já não poderem comprar uma Goldberg depois de um dia de trabalho duro”, disse, acrescentando que as empresas também sofreram enormes perdas devido à desvalorização do naira, que resultou numa perda cambial de 153 mil milhões de nairas (99 milhões de dólares).

O naira perdeu cerca de 70% do seu valor em relação ao dólar desde junho, altura em que o banco central permitiu que fosse transaccionada mais livremente em relação ao dólar. Este facto fez disparar a inflação, que atingiu um máximo de quase três décadas de 29,9% em janeiro, pressionando os rendimentos das famílias no país da África Ocidental, onde 40% da população vive em extrema pobreza.

Embora as receitas da cervejeira tenham aumentado 9% para 599,6 mil milhões de nairas, ela registrou um prejuízo líquido de 106 mil milhões de nairas para 2023, em comparação com um lucro de 13,18 mil milhões um ano antes, de acordo com o registo na bolsa de valores da Nigéria.

Atribuiu a perda à escassez de dinheiro que resultou do programa de desmonetização do país que começou no final de 2022, alta inflação de dois dígitos, a remoção dos subsídios aos combustíveis e a desvalorização do naira, que foi exacerbada por uma escassez de divisas.

A empresa espera que a pressão sobre as suas operações continue este ano, mas os fundamentos do mercado a longo prazo continuam a ser positivos, afirmou. A Heineken que é o maior fabricante de cerveja na Nigéria, planeia adquirir mais matérias-primas locais para mitigar os desafios cambiais, mesmo quando introduziu preços mais elevados para os produtos a partir de 19 de Fevereiro.  

“A Nigerian Breweries está muito empenhada em enfrentar a tempestade em que nos encontramos”, afirmou Essaadi. “Acreditamos firmemente que temos o portfólio certo, o processo certo e as pessoas certas para continuar a vencer neste mercado”, afir

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