Sector privado exige metade nas taxas de energia para salvar empregos

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A redução de 10% nas taxas de energia foi acolhida de bom grado pelos empresários moçambicanos, mas acreditam que a Electricidade de Moçambique ainda pode fazer mais, dado os prejuízos que muitas empresas ligadas ao turismo e indústria estão a incorrer neste período, para além do uso doméstico da corrente eléctrica. Os empresários clamam por uma redução a 50% para aliviar as suas empresas e evitar despedimentos.

Foi em conferência de imprensa que o Vice-Presidente do Pelouro de Recursos Minerais, Hidrocarbonetos e Energia da CTA, Munir Sacoor, mostrou-se agastado com as actuais taxas que a Electricidade de Moçambique (EDM) está a cobrar nesta altura de Estado de Emergência.

Sacoor diz que a sua organização está em conversações com a EDM para reduzir as taxas de modo que as empresas em todo o país, para além dos 10%, tenham um acordo entre Junho e Dezembro deste ano para a redução até à metade da taxa de energia.

A CTA apela, ainda, para a isenção da taxa fixa de energia durante os próximos seis meses, ou seja, o resto do ano de 2020, até que tudo volte ao normal, ciente de que a empresa pública tem as suas obrigações, mas também deve salvaguardar o seu senso social.

A CTA, na voz de Sacoor, acredita que o desconto das taxas poderá salvaguardar os empregos de pessoas que trabalham no sector do turismo e indústria no país.