
Preços do petróleo sobem com queda de Assad e incerteza no Médio Oriente
Os preços do petróleo registaram uma subida nesta segunda-feira, 09/12, na sequência da queda do regime do Presidente sírio Bashar al-Assad, um acontecimento que intensificou as incertezas políticas no Médio Oriente. Contudo, as perspectivas de uma procura global mais fraca para 2025 limitaram os ganhos.
Os contratos futuros do Brent subiram 36 cêntimos, ou 0,51%, para 71,48 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subiu 38 cêntimos, ou 0,57%, para 67,58 dólares por barril, conforme registado às 05h13 GMT.
A deposição de Bashar al-Assad foi anunciada por rebeldes sírios através da televisão estatal, marcando o fim de uma dinastia familiar de cinco décadas. Este desenvolvimento gerou receios de uma nova vaga de instabilidade numa região já marcada por conflitos prolongados.
Segundo Tomomichi Akuta, economista sénior da Mitsubishi UFJ Research and Consulting, “o desenvolvimento na Síria adicionou uma nova camada de incerteza política no Médio Oriente, fornecendo algum suporte ao mercado.” No entanto, ele destacou que a redução dos preços pela Arábia Saudita e os cortes prolongados de produção pela OPEP+ reflectem uma procura global fraca, especialmente da China.
No Domingo, a Saudi Aramco anunciou a redução dos preços para compradores asiáticos, fixando os valores no nível mais baixo desde o início de 2021. Esta decisão é atribuída à baixa procura da China, o maior importador mundial de petróleo.
Na semana passada, a OPEP+ decidiu adiar os aumentos planeados na produção de Petróleo para Abril de 2025 e estendeu os cortes de produção até ao final de 2026. Este grupo, responsável por cerca de metade da produção mundial de petróleo, enfrenta desafios devido à desaceleração da procura global e à concorrência de outros mercados produtores.
Simultaneamente, nos Estados Unidos, o número de plataformas de petróleo e gás em operação atingiu o nível mais alto desde Setembro, sinalizando um aumento na produção do maior produtor mundial.
Este cenário sublinha a complexidade do mercado global de petróleo, onde factores geopolíticos e dinâmicas económicas continuam a moldar os preços e a oferta. Os analistas permanecem atentos aos desdobramentos no Médio Oriente e às possíveis implicações das políticas energéticas do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, que poderão influenciar adicionalmente o mercado.
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