
Preços do ouro sobem com estímulos económicos anunciados pela China
O ouro registou novos ganhos esta terça-feira (10), impulsionado pelas promessas da China de implementar estímulos políticos e monetários em 2025, com o objetivo de revitalizar o crescimento económico. Este movimento ocorre num contexto de incertezas económicas globais e de expectativas de cortes nas taxas de juro pelos principais bancos centrais.
Os preços do ouro à vista subiram 0,4%, para 2.669,84 dólares por onça, enquanto os futuros nos Estados Unidos aumentaram 0,3%, para 2.692,50 dólares por onça. Na sessão anterior, o ouro atingiu o nível mais alto desde 25 de Novembro, sustentado pelas compras do banco central chinês, que retomaram após uma pausa de seis meses.
O Politburo chinês anunciou que adoptará uma política monetária “apropriadamente frouxa” e uma política fiscal mais proactiva no próximo ano. Segundo Kelvin Wong, analista sénior da OANDA, esta mudança, que rompe com a abordagem “prudente” mantida ao longo de quase 14 anos, poderá levar a cortes adicionais nas taxas de juro na China, estimulando a procura por ouro.
Outro factor a impulsionar o ouro é a procura por refúgio seguro, exacerbada por tensões entre os Estados Unidos e a China, após a abertura de uma investigação antimonopólio contra a gigante norte-americana de inteligência artificial Nvidia. Estas tensões aumentam a percepção de risco geopolítico, levando investidores a refugiar-se em ativos considerados mais estáveis, como o ouro.
Os mercados também aguardam os dados de inflação dos EUA para Novembro, que poderão influenciar a decisão do Federal Reserve sobre possíveis cortes na taxa de juro na próxima semana. Actualmente, as probabilidades de um corte de um quarto de ponto percentual na reunião de 18 de Dezembro situam-se em 85,8%, segundo a ferramenta CME FedWatch.
Em paralelo, o Banco Central Europeu também poderá anunciar cortes nas taxas de juro em sua próxima reunião de política monetária, prevista para quinta-feira. Taxas de juro mais baixas tendem a beneficiar o ouro, reduzindo o custo de oportunidade de manter o metal precioso.
Além disso, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha anunciaram novas sanções contra o comércio ilícito de ouro, uma medida que pode influenciar o mercado global.
Outros metais preciosos também registaram ganhos: a prata subiu 0,6%, para 31,98 dólares por onça, enquanto a platina e o paládio se estabilizaram em 940,15 dólares e 976,25 dólares por onça, respectivamente.
Este cenário reforça o papel do ouro como uma protecção eficaz contra riscos económicos e geopolíticos, num momento em que os mercados financeiros globais enfrentam múltiplos desafios.
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