
Dólar Oscila Entre Expectativas de Cortes da Fed e Incertezas Políticas nos EUA
Investidores aguardam dados cruciais do mercado laboral norte-americano enquanto a moeda é pressionada por disputas legais e sinais mistos da economia global.
- Mercados antecipam corte de 25 pontos base pela Reserva Federal em Setembro;
- Indicadores de emprego nos EUA, incluindo o relatório de “nonfarm payrolls”, serão decisivos;
- Dólar regista queda mensal superior a 2% face a um cabaz de divisas;
- Disputa legal sobre tarifas de Trump e tentativa de afastamento da governadora da Fed, Lisa Cook, agravam incerteza;
- Yuan estabiliza apesar da fraqueza da economia chinesa e queda da actividade industrial.
O dólar iniciou a semana sem direcção clara, à medida que investidores aguardam um conjunto de dados sobre o mercado laboral dos Estados Unidos que poderá definir a dimensão do esperado corte de taxas de juro pela Reserva Federal ainda este mês. A conjuntura é agravada pelas incertezas em torno das tarifas comerciais impostas por Donald Trump e pelo inédito impasse judicial sobre a independência da Fed.
Na sessão asiática de segunda-feira, a moeda norte-americana valorizava 0,1% face ao iene, fixando-se em 147,20, depois de uma perda mensal de 2,5% frente à divisa nipónica. Contra o euro, o dólar avançava igualmente 0,1%, para 1,1693, enquanto a libra esterlina subia 0,05%, para 1,3510.
Segundo o CME FedWatch, os mercados atribuem 87% de probabilidade a um corte de 25 pontos base pela Fed na reunião de Setembro. Contudo, analistas alertam que dados mais fracos do que o esperado poderão reacender expectativas de uma redução mais agressiva, de 50 pontos base.
Carol Kong, estratega cambial no Commonwealth Bank of Australia, sublinhou que “qualquer surpresa negativa nos indicadores do mercado de trabalho esta semana reforçará a percepção de um corte, permitindo aferir se será um movimento normal ou um corte de maior dimensão”.
Para além das expectativas de política monetária, o dólar tem sido pressionado por factores políticos internos. Um tribunal de recurso norte-americano considerou que a maioria das tarifas comerciais impostas por Trump são ilegais, enquanto prosseguem negociações com parceiros comerciais. Em paralelo, a tentativa de Trump de demitir a governadora da Reserva Federal, Lisa Cook, continua sem desfecho, alimentando receios sobre a independência da autoridade monetária.
Apesar do ambiente de incerteza, os mercados accionistas dos EUA mantiveram-se resilientes, com o S&P 500 a fechar em máximos históricos e o Nasdaq a registar ganhos superiores a 0,5%.
No plano internacional, o yuan offshore manteve-se estável em 7,1216 por dólar, apoiado por fixações firmes do banco central chinês e pela recuperação bolsista doméstica, mesmo perante dados que mostram uma contracção da actividade industrial chinesa pelo quinto mês consecutivo. O dólar australiano subia 0,18% para 0,6548 e o neozelandês 0,17% para 0,5904.
A semana será, portanto, marcada pela expectativa: as estatísticas do mercado de trabalho norte-americano poderão ditar não apenas a amplitude da próxima decisão da Fed, mas também o rumo imediato das principais moedas globais.
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