
Governo e Sector Privado Unem-se Para Reforçar Atraç̧ão de Investimento e Impulsionar Reformas
No arranque da XX Conferência Anual do Sector Privado (CASP), marcada para 12 a 14 de Novembro, Governo e empresários reafirmam compromisso conjunto com a melhoria do ambiente de negócios, a atracção de capital e a execução de reformas estruturais que garantam competitividade e crescimento sustentável.
- XX CASP decorre sob o lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”;
- Evento simboliza 20 anos de diálogo público-privado institucionalizado em Moçambique;
- Reformas administrativas, fiscais e digitais são prioritárias para acelerar o investimento e diversificar a economia;
- Setores estratégicos incluem energia, agro-indústria, turismo, logística e indústria transformadora;
- Prevê-se promoção de projectos avaliados em 1,7 mil milhões de dólares e participação de mais de 2.000 representantes.
Moçambique prepara-se para um dos mais importantes fóruns de concertação económica do país. A XX Conferência Anual do Sector Privado (CASP), promovida pela CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, reunirá Governo, empresários, investidores e parceiros internacionais para discutir e consolidar a agenda de reformas estruturais que poderão redefinir o ambiente de negócios e o perfil competitivo da economia nacional.
Alinhamento Reformista Entre Governo e Sector Empresarial
Durante a recente sessão do Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios, o Executivo e o sector privado reiteraram a urgência de implementar medidas que facilitem o investimento, reduzam custos logísticos e eliminem entraves burocráticos que ainda penalizam a actividade empresarial.
O ministro da Economia e Finanças, Basílio Muhate, sublinhou que o Governo está empenhado em reformas que simplifiquem procedimentos administrativos e digitalizem processos, promovendo maior transparência e previsibilidade para quem investe.
Entre as acções em curso destacam-se a introdução de balcões únicos digitais, a melhoria da eficiência aduaneira e a revisão dos códigos tributários, factores considerados determinantes para fortalecer a confiança empresarial e atrair investimento directo.
A CTA, por sua vez, considera prioritário que estas reformas avancem de forma célere e coordenada, reforçando a competitividade das empresas nacionais e mitigando o impacto dos custos logísticos e cambiais, ainda elevados.
CASP 2025: “Reformar Para Competir”
Sob o lema “Reformar para Competir: Caminhando para o Relançamento Económico”, a XX CASP realiza-se entre 12 e 14 de Novembro, em Maputo, e reúne mais de 2.000 participantes, 25 expositores e 40 oradores nacionais e estrangeiros.
O evento surge num contexto em que Moçambique procura consolidar a recuperação económica após múltiplos choques — instabilidade social, calamidades naturais e escassez de divisas — que abalaram a resiliência institucional e a confiança dos investidores.
A Conferência assinala também 20 anos de diálogo público-privado institucionalizado, reafirmando o papel da CASP como a principal plataforma de concertação entre o Estado e o sector empresarial.
O Caminho Das Reformas: Prioridades e Expectativas
O Governo e a CTA convergem num diagnóstico comum: sem reformas profundas, o investimento estagna e a produtividade permanece baixa. É com esta convicção que a edição de 2025 da CASP assume uma agenda reformista ambiciosa, estruturada em torno de quatro eixos complementares.
A conferência contará com uma Sessão Plenária de Alto Nível, concebida como espaço de diálogo político e de anúncio de compromissos concretos; sessões sectoriais e temáticas, destinadas a identificar bloqueios críticos e propor soluções práticas para os principais sectores produtivos; um Fórum de Investimento e Parcerias, que apresentará projectos avaliados em cerca de 1,7 mil milhões de dólares; e, por fim, a Feira Empresarial e Inovação (EXPO CASP), que servirá de vitrina a tecnologias, produtos e modelos de negócio capazes de reforçar a produtividade e a competitividade das PMEs moçambicanas.
Entre as medidas de impacto esperadas figuram a aceleração da digitalização dos processos administrativos, a redução dos custos de conformidade regulatória, e o reforço do acesso ao crédito através de instrumentos como o Fundo de Garantia Mutuária e linhas concessionais de financiamento.
Diversificação E Sustentabilidade Como Eixos De Relançamento
Embora o sector extractivo continue a representar uma fatia relevante da economia, o Governo e a CTA apontam o futuro para os sectores não extractivos, como a agro-indústria, energia, turismo e indústria transformadora, considerados os verdadeiros motores da criação de emprego e da industrialização inclusiva.
O Programa Quinquenal do Governo (PQG 2025–2029) prevê um crescimento médio anual de 4,6 %, redução da dívida pública de 74 % para 60 % do PIB, e maior previsibilidade regulatória. A CASP será, assim, uma plataforma de avaliação de progresso e de mobilização conjunta para transformar compromissos políticos em resultados económicos tangíveis.
Confiança e Responsabilidade Partilhada
Mais do que um fórum anual, a CASP pretende consolidar uma nova etapa no Diálogo Público-Privado, assente na corresponsabilização e na confiança mútua.
A expectativa é que, desta edição, resulte um roteiro consensual de reformas e investimentos, acompanhado de uma matriz de seguimento, que permita monitorar a execução e garantir que o ambiente de negócios evolui de forma consistente e mensurável.
Com o lema “Reformar para Competir”, a XX CASP não é apenas um exercício de reflexão — é um chamamento à acção para que Moçambique avance de uma economia de potencial para uma economia de resultados.
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