
Noruega Reforça Compromisso com África e Anuncia NOK 3,1 Mil Milhões Para a 17.ª Reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento
- O anúncio, reiterado no G20 e em encontros bilaterais, representa um aumento face ao ciclo anterior e reforça o papel estratégico da Noruega no apoio a países africanos de baixo rendimento.
- A Noruega anunciou uma contribuição total de NOK 3,1 mil milhões para a 17.ª reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF-17);
- O pacote inclui NOK 2.377 milhões para o núcleo do ADF e reforça a Climate Action Window com NOK 150 milhões;
- O compromisso representa um aumento de 5,79% face ao ciclo anterior (ADF-16);
- A Noruega sublinha que o financiamento apoia prioridades como acesso à energia, água, saúde, educação e segurança alimentar.
A Noruega reafirmou o seu compromisso histórico com o desenvolvimento dos países africanos de baixo rendimento, ao anunciar uma contribuição total de NOK 3,1 mil milhões para a 17.ª reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF-17). A decisão foi apresentada durante o evento Global Citizen Now: Johannesburg e reiterada numa reunião bilateral entre o Primeiro-Ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e o Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Dr. Sidi Ould Tah.
O contributo norueguês para o ADF-17 inclui uma dotação central de NOK 2.377 milhões, correspondente a um aumento de 5,79% em relação à reposição anterior, ADF-16. Este reforço confirma a intenção da Noruega de aprofundar a previsibilidade e a consistência do apoio às economias africanas mais vulneráveis. Além disso, o Governo norueguês confirmou uma contribuição adicional de NOK 150 milhões para a Climate Action Window, instrumento dedicado ao financiamento de acções de adaptação climática.
A Noruega já tinha, no início de 2025, disponibilizado NOK 50 milhões para esta mesma janela climática, tornando-se o quinto investidor do mecanismo. A consolidação deste apoio reflecte o alinhamento da política externa norueguesa com prioridades como a resiliência climática, a transição energética justa e o reforço das capacidades institucionais dos países em desenvolvimento.
O Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Dr. Sidi Ould Tah, saudou o anúncio, destacando que a parceria com a Noruega se caracteriza por confiança mútua e prioridades partilhadas, nomeadamente a promoção de oportunidades para os jovens, o crescimento económico sustentável e o fortalecimento das parcerias institucionais. Sublinhou ainda que o reforço do ADF ocorre num “momento decisivo” para as economias africanas de baixo rendimento.
Segundo o comunicado oficial do Governo norueguês, o financiamento contribuirá directamente para melhorar o acesso à alimentação, à electricidade, à água potável, ao saneamento, à saúde, à educação e ao emprego em alguns dos contextos mais vulneráveis do mundo. Jonas Gahr Støre sublinhou que todas as nações têm “a responsabilidade de construir um mundo mais pacífico e equitativo”, acrescentando que a Noruega continuará a apoiar iniciativas centradas na melhoria das condições de vida das populações.
A contribuição faz parte da implementação da estratégia norueguesa de 2024 para o envolvimento com países africanos, reforçando o ADF como um dos principais instrumentos multilaterais de financiamento ao desenvolvimento. A Noruega reconhece, em particular, o papel central do Fundo em iniciativas estruturantes como a Mission 300, que ambiciona expandir o acesso à electricidade para 300 milhões de pessoas em África até 2030.
O ADF, janela concessional do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, apoia actualmente 37 países africanos de baixo rendimento através de subvenções, empréstimos altamente concessionais e garantias. Desde 1972, o Fundo tem financiado projectos essenciais em energia, transportes, agricultura, integração regional e governação.
A 17.ª reposição do ADF será concluída numa sessão de compromissos a decorrer em Londres, entre 15 e 16 de Dezembro de 2025, onde os parceiros de desenvolvimento deverão confirmar formalmente as suas contribuições e metas de financiamento.
O reforço norueguês ao ADF-17 consolida a posição da Noruega como um dos parceiros mais consistentes de África, num momento em que o continente enfrenta desafios estruturais profundos. A contribuição acrescenta previsibilidade financeira ao Fundo e sinaliza a importância crescente do multilateralismo no desenvolvimento africano.
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