
Número de Afectados Pode Subir em Maputo com Intensificação das Chuvas
Governo mantém alerta máximo em Maputo e Gaza, com milhares de famílias em risco, infra-estruturas sob pressão e impactos crescentes na economia local.
- IGEPE empossa novos administradores da ADM, marcando o início de uma nova etapa de governação;
- Saíde Júnior, reconduzido para as Finanças, anuncia como foco a redução do endividamento e a reorganização financeira;
- Prejuízos da ADM quase duplicaram em 2024, atingindo 1,53 mil milhões de meticais;
- A LAM é o principal factor de pressão, com dívida acumulada de 2,99 mil milhões de meticais até Dezembro de 2024;
- Clotilde Mulhovo, nova administradora da área Comercial e Marketing, defende diversificação de clientes e atração de novas companhias aéreas.
O número de pessoas afectadas pelas cheias e inundações na província de Maputo poderá aumentar nos próximos dias, à medida que chuvas intensas continuam a cair sobre a região, elevando o risco em zonas baixas e densamente povoadas. As autoridades admitem um cenário de agravamento progressivo, sobretudo em áreas urbanas e periurbanas com drenagem deficiente e elevada vulnerabilidade socioeconómica.
Segundo informações avançadas pelo governador de Maputo, Manuel Tule, pelo menos 80 mil pessoas já foram directamente afectadas pelas inundações, enquanto cerca de 170 mil residentes vivem actualmente em zonas classificadas como de risco, podendo vir a ser obrigados a abandonar as suas habitações caso o nível das águas continue a subir.
Maputo e Gaza Sob Pressão Hidrológica
Para além de Maputo, a província de Gaza permanece igualmente sob risco elevado de cheias, com impacto potencial em distritos como Chókwè, Guijá, Chibuto, Limpopo, Xai-Xai e Chicualacuala. As autoridades iniciaram acções preventivas de evacuação, sobretudo em comunidades ribeirinhas, numa tentativa de reduzir perdas humanas.
A situação é agravada pelo aumento das descargas nas barragens de Pequenos Libombos, na província de Maputo, e de Massingir, em Gaza, cujos níveis se aproximam de limites operacionais críticos, condicionando a circulação rodoviária e colocando em risco campos agrícolas e infra-estruturas públicas.
Mais de 120 Mil Famílias Já Afectadas na Época Chuvosa
Dados oficiais indicam que, desde o início da presente época chuvosa, mais de 120 mil famílias foram afectadas de forma cumulativa em várias regiões do país. Só em Maputo, centenas de hectares de produção agrícola foram destruídos, comprometendo meios de subsistência, segurança alimentar e rendimentos familiares.
As cheias estão igualmente a exercer pressão adicional sobre serviços públicos essenciais, incluindo centros de saúde, escolas e vias de acesso, com impactos directos na actividade económica local e no funcionamento normal dos mercados.
Resposta Institucional e Limites da Assistência de Emergência
O Governo, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), activou centros operativos de emergência e mantém em funcionamento centros de acolhimento temporário, que albergam actualmente centenas de famílias deslocadas.
As autoridades reconhecem, contudo, que a resposta não pode limitar-se à assistência imediata. Segundo Manuel Tule, é necessário identificar as causas estruturais das inundações recorrentes, incluindo ocupação desordenada do solo, fragilidade dos sistemas de drenagem e ausência de reassentamento efectivo de famílias que vivem ciclicamente em zonas de risco.
Previsão Meteorológica Mantém Cenário de Alerta
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a continuação de chuvas fortes a muito fortes, com precipitação superior a 50 milímetros e, localmente, acima de 100 milímetros em 24 horas, acompanhadas de trovoadas em várias regiões do sul e centro do país.
Este cenário reforça a probabilidade de agravamento do número de afectados, mantendo sob vigilância especial os sistemas hidrográficos e as zonas urbanas mais vulneráveis.
Impacto Económico e Social em Escalada
Para além da dimensão humanitária, as cheias colocam em evidência custos económicos crescentes, associados à destruição de habitações, perdas agrícolas, interrupção de cadeias de abastecimento e pressão adicional sobre as finanças públicas, num contexto já marcado por restrições orçamentais.
As autoridades sublinham que a mitigação destes impactos exige planeamento urbano estruturado, investimento em infra-estruturas resilientes e soluções de reassentamento duradouras, sob pena de o país continuar a enfrentar ciclos recorrentes de emergência com elevado custo social e económico
Impacto Económico e Social em Escalada
Para além da dimensão humanitária, as cheias colocam em evidência custos económicos crescentes, associados à destruição de habitações, perdas agrícolas, interrupção de cadeias de abastecimento e pressão adicional sobre as finanças públicas, num contexto já marcado por restrições orçamentais.
As autoridades sublinham que a mitigação destes impactos exige planeamento urbano estruturado, investimento em infra-estruturas resilientes e soluções de reassentamento duradouras, sob pena de o país continuar a enfrentar ciclos recorrentes de emergência com elevado custo social e económico.
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