BVM deverá aumentar sedução às empresas
_Fraca adesão das empresas constrange desenvolvimento do mercado de capitais

A adesão das empresas ao mercado bolsista nacional ainda ocorre de forma tímida. Nos últimos três anos, apenas três empresas aderiram à Bolsa de Valores de Moçambique – BVM.
Trata-se das empresas REVIMO, SA, cotada em Março do ano passado, a 2BUSINESS, SA, que entrou em Junho do ano em curso, bem como a PAYTECH, que foi admitida em Outubro último. Todas cotadas no terceiro mercado da bolsa.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, a pandemia da COVID-19 e a falta de alguns serviços estão entre as causas da fraca adesão das empresas, pelo que, a instituição tem em curso um plano de criação de novos produtos e serviços para promover o interesse das empresas pela Bolsa.
“Estamos a preparar novos instrumentos financeiros para o mercado, por exemplo, as obrigações verdes, obrigações azuis, municipais e de rendimentos, produtos esses que já estão a ser usados nos mercados da região da África Austral e noutras”, revelou.
O anúncio foi feito está quarta-feira, 17/11, em Maputo, pelo Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique, numa cerimónia de premiação dos diferentes intervenientes do mercado de capitais e lançamento de novos produtos e serviços da instituição.
Com a diversificação dos produtos e serviços, a instituição deverá atrair mais intervenientes e, por esta via, contribuir para um maior desenvolvimento do mercado de capitais, actualmente em fase emergente. Não obstante o crescimento significativo registado nos últimos anos, a BVM é ainda uma bolsa de dimensão reduzida, com volume de negócios e liquidez relativamente baixos.
Entre 21 de Dezembro de 2019 e a primeira quinzena de Novembro de 2021, a evolução dos indicadores bolsistas mostram que o rácio da capitalização bolsista, que actualmente representa 17,8% do Produto Interno Bruto (PIB), registou um crescimento de 17%. O volume de negócios teve um crescimento de 66,8%, ao passar de 5.100 milhões de Meticais no final de 2019 para os actuais 8.507 milhões, enquanto o índice de liquidez do mercado subiu, passando de 5% em 2019 para 7,2% em Novembro.
Do mesmo modo, o financiamento global à economia cresceu, tendo evoluído de 124.760 milhões em 2019 para os actuais 216.866 milhões de meticais. Os títulos e titulares registados na Central de Valores Mobiliários cresceram numa ordem de 77,3% e 6,4%, respectivamente.
Numa análise prospectiva sobre o desempenho da instituição, Valá referiu que as perspectivas de crescimento económico robusto e inclusivo, diversificação económica e transformação estrutural da economia moçambicana vão ser catalisadores positivos para tornar a BVM mais dinâmica, líquida e vibrantes.
















