
Alcançado o fecho financeiro da Central de Temane
A principal empresa independente de energia da África Globeleq, a multinacional de energia e produtos químicos Sasol e a Electricidade de Moçambique (EDM) anunciaram, esta quarta-feira, 08/12, o fecho financeiro para a Central Térmica de Temane (CTT) com as instituições financeiras que irão desembolsar os recursos financeiros para a construção do empreendimento.
Ao abrigo do acordo financeiro alcançado, o financiamento do projecto de US$ 652,3 milhões será fornecido pela Corporação de Financiamento Internacional – IFC (braço financeiro do Banco Mundial de apoio ao sector privado), juntamente com o Banco de desenvolvimento holandês – FMO e o Fundo para as Infra-estruturas da África Emergente (juntos US$ 253,5 milhões), a US-International Development Finance Corporation (aproximadamente US$ 191,5 milhões) e o Fundo de Desenvolvimento Internacional da OPEP (US$ 50 milhões), revelou a Globeleq em comunicado.
Localizada em Temane, na província de Inhambane, a CTT consiste em uma usina a gás de 450 MW que fornecerá energia à EDM sob um acordo de produção por encomenda de 25 anos. Espera-se que a CTT forneça electricidade para atender à demanda de 1,5 milhão de domicílios e contribuirá com cerca de 14% da capacidade de fornecimento de energia eléctrica disponível para atender à demanda no País.
O projecto será construído pela empreiteira espanhola TSK e deverá gerar cerca de 830 empregos durante a construção e 90 empregos permanentes durante as operações, excluindo as áreas de engenharia e outros trabalhos realizados fora do local, num processo que deverá priorizar a contração de mão-de-obra local. Estima-se que o projecto apoie a criação de 14 mil empregos indiretos e meios de subsistência quando entrar em operação em 2024.
A CTT compreende igualmente uma linha de transmissão de alta tensão de 563 quilómetros – o Projecto de Transmissão de Temane (TTP) – e a primeira fase da interconexão da rede eléctrica da região sul às redes do centro e norte de Moçambique. O TTP pertence à EDM e será financiado com subvenção e financiamento concessionário fornecido pelo Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento da África, Banco Islâmico de Desenvolvimento, Fundo OPEP e governo norueguês. Na globalidade, a cadeia de valor (desenvolvimento de gás, usina a gás e infraestrutura de transmissão) terá um investimento de mais de US$ 2 mil milhões.
O projecto está alinhado com o Acordo de Paris e apoiará a transição energética sustentável de longo prazo de Moçambique para o net-zero até 2050, aumentando a oferta de energia eficiente e acessível para famílias, empresas e indústrias, contribuindo para o desenvolvimento social e económico em Moçambique e região. (OE)















