
É preciso assegurar que a indústria não seja refém de medidas discriminatórias – MIC
O Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, apelou para uma “resposta efectiva, concertada, justa e sustentável”, por parte dos Governantes dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral – SADC, por forma a evitar que a Indústria afectada pela pandemia da COVID-19 não seja vítima nem refém de eventuais “medidas e posições discriminatórias”.
Para o Governante, a resposta dos países deve ser em termos tais que a indústria “se reinvente, seja competitiva, resiliente, globalmente integrada e inovadora como factor preponderante para o rápido crescimento, recuperação económica e desenvolvimento da região”, frisou durante a sua intervenção no Webinar organizado, esta quarta-feira, 08/12, pela Agência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), um evento que decorreu, a partir de Genebra – Suíça, sob o lema “Transformando África Austral – aproveitando as cadeias de valor regionais e política industrial para o desenvolvimento”.
Representando o País no painel sobre perspectivas de políticas da África Austral, Carlos Mesquita começou por enaltecer os esforços da UNCTAD, na dinamização da plataforma de interacção e promoção sobre as boas práticas e experiências que, a nível da integração económica, a SADC tem vindo a construir através da Estratégia e Roteiro de industrialização e a sua ligação com a visão e o percurso local dos seus Estados membros no âmbito coordenação da política industrial.
Conforme explicou, o processo consolidado da integração económica da SADC, para além de ter como instrumento de força, o Protocolo de Trocas Comerciais, também tem se e servido da experiência soberana dos Estados membros, o que vem permitindo que sejam consensualizados alguns objectivos-resultados, entre eles o desenvolvimento industrial assente no crescimento, na produtividade, geração de emprego, no ambiente de negócios e de investimento privado, na inovação e tecnologia, na transformação dos produtos primários nacionais privilegiando as Infra-estruturas de Apoio e a Substituição de Importações.
Carlos Mesquita falou, igualmente, sobre o quadro da Política Industrial e a convergência na visão operacional, tendo enfatizado que como parte do “edifício de Política Industrial da Região Austral, Moçambique conformou a sua Política e Estratégia Industrial – (PEI) 2016-2025 e operacionalizou os seus fundamentos e pressupostos através do Programa Nacional Industrializar Moçambique – PRONAI (2021-2031), lançado oficialmente pelo Presidente da República, cujo objectivo é contribuir para aumento da produção industrial, investimento em infraestruturas, desenvolvimento de recursos humanos, assente na transformação local da matéria-prima de forma inclusiva e ambientalmente sustentável no âmbito da melhoria da Balança Comercial.















