
Fura Mining deverá aumentar a produção de Rubis em Moçambique para 8 milhões de quilates
A descoberta de um Rubi, considerado de raras dimensões, com 101 quilates, pela companhia Fura Mining, no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, confirma os planos da empresa em ter Moçambique como um dos seus principais centros de produção ou actividade mineira.
Sediada nos Emirados Árabes Unidos, a FURA tem mais de 1.200 funcionários nas três subsidiárias de mineração, na Colômbia, Moçambique e Austrália, produzindo esmeraldas, rubis e safiras, respectivamente, cobrindo todo o espectro de gemas coloridas.
Os planos de produção para 2022 incluem 10 milhões de quilates de safiras australianas, 8 milhões de quilates de rubis moçambicanos e 400 mil quilates de esmeraldas colombianas.
A Fura Mining iniciou, em 2019, o processo de aquisição de licenças de mineração de rubi em Moçambique e concluiu a aquisição de um bloco de 435 km2 até 2020.

“Começamos a mineração de rubis em Moçambique no início de 2020 e tivemos o prazer de encontrar um amplo espectro de rubis em várias cores, de vermelho rico e vívido a tons rosados. A cor brilhante e a fluorescência destes rubis são superiores aos rubis de outras fontes de Moçambique devido à sua maior concentração de crómio e vanádio, em oposição ao ferro, que confere uma coloração escura”. Disse Dev Shetty, fundador-presidente e CEO da FURA GEMS, um antigo Director de Operações e membro do Conselho da Gemfields.
Em janeiro deste ano a Fura Mining inaugurou a sua segunda grande planta de lavagem em Moçambique, que elevará a produção para cerca de 30 milhões de quilates.
Num sector visto ainda como pouco organizado, mas com a produção em alta pressionando a baixa de preços , A Fura avalia uma enorme lacuna na demanda e oferta. “A demanda excede em muito a oferta”’, afirmou, peremptoriamente, Dev Shetty.
Além disso, acrescentou, “à medida que a narrativa da sustentabilidade se fortalecer, os consumidores se inclinarão para gemas de origem ética. Uma grande parte da indústria ainda está desorganizada, a FURA vê uma tremenda oportunidade tanto em termos de aumento de oferta quanto de melhores preços”, frisou Shetty sinalizando o posicionamento da Fura, no entanto, acreditando que “o aumento da produção não levará à queda dos preços por vários motivos”, entre eles, o facto de a demanda actual exceder a oferta do mercado bruto total que é de cerca de US$ 2 biliões para esmeraldas, rubis e safiras, sendo que apenas 15% provirem de fontes organizadas.

A “Estrela Fura”, o Rubi que representa a maior realização da Fura Mining nas suas operações em Moçambique, vai a leilão em Outubro, estando, neste momento, em exibição no Dubai.
O leilão é o segundo a ser realizado pela Fura Mining este ano, sendo que o primeiro foi na Tailândia, no qual a empresa arrecadou cerca de 20 milhões de dólares de 82 quilos de Rubi.
A mineração de rubis em Moçambique, deverá testemunhar a entrada em operação de mais uma unidade de extracção no distrito de Montepuez, ainda este ano, através da companhia Moza Minerals, que já tem os equipamentos instalados, estando, neste momento, a efectuar os ensaios de produção.













