
Os preços do petróleo podem voltar para 100 dólares
O cartel de petróleo e seus parceiros ponderam um corte de produção de mais de 1 milhão de barris por dia, segundo fontes próximas da OPEC+.
“Os ministros da OPEC não virão à Austrália, pela primeira vez em dois anos, para não fazer nada, então haverá um corte de natureza histórica”, disse Dan Pickering, CIO da Pickering Energy Partners, referindo-se ao primeiro encontro presencial do grupo desde 2020. No entanto, Pickering disse esperar que o verdadeiro número de barris a serem colocados no mercado seja 500,000, o que “será suficiente para apoiar o mercado no próximo estágio.”
Os preços de petróleo subiram cerca de 4% na manhã de segunda-feira. As provisões brutas da referência internacional Brent estouraram 4% para 88.54 dólares por barril, enquanto as provisões do Intermediário do Oeste de Texas, nos Estados Unidos, subiram 4.2% para mercadoria em 82.83 dólares por barril.
Stephen Brennock, um analista sénior da Associação de Petróleo PVM em Londres disse, na segunda-feira, que parecia haver algum potencial para os preços do petróleo, depois de grandes perdas, cruzarem a fronteira em Setembro. “Mais um pequeno aumento na actividade comercial, combinado com ajustamentos dos fundamentos do petróleo do próximo estágio poderiam empurrar os preços do petróleo de volta para 100 dólares por barril”, disse Brennock numa nota de pesquisa. “Esses de disposição altista resistiram a um verão de dor, mas um inverno de esperanças e expectativas é o horizonte,” acrescentou.
Ecoando esta chamada do retorno aos 100 dólares por barril, analistas de Goldman Sachs vêm o Brent a atingir os três dígitos no decurso dos próximos três meses, antes de subir para 105 dólares num horizonte de seis meses.
O banco de investimentos dos Estados Unidos espera um salto do Intermediário Oeste de Texas para 95 dólares nos finais do ano, antes de atingir os 100 dólares nos próximos seis meses.
A OPEC Determinada a apoiar os preços
A OPEC+ está a sinalizar que o seu apoio aos preços do petróleo não será de cerca de 50 a 60 dólares por barril, disse Pickering. “Será ainda mais alto e eles estão a mostrar determinação para proteger os preços. Eles estão menos preocupados com a demanda.” Pickering disse à CNBC que não pensa que um acordo nuclear com o Irão irá acontecer e que a verdadeira preocupação seria comos riscos de recessão poderão suprir o receio da demanda.
Perguntado se o corte massivo de produção da OPEC+ poderia ser suficiente para devolver os preços do combustível ao seu pico de Junho, Ole Hansen da Saxo Bank disse: “Eu não acho, porque nós temos que considerar que a OPEC+ tem estado a batalhar há meses para produzir a quota que haviam acordado.” “Se eles cortarem por 1 milhão ou por 1.5 milhão, terão de mudar o sistema da quota para que esse número seja um corte real no mercado”, Disse Hansen, a CNBC, na segunda-feira.
“Essa é, provavelmente, também a razão pela qual eles estão-se a encontrar presencialmente esta semana em Vienna porque é potencialmente uma decisão altamente controversa que eles podem vir a tomar. Mas eu acho que o impacto, provavelmente, será menor que o mercado procura”. Acrescentou.
Factores do lado de suprimentos
Em adição ao corte de produção pela OPEC+, Pickering citou outros factores do lado de suprimentos que também irão escoar os preços do petróleo pelas próximas quatro ou oito semanas. “Veremos mais apoio do lado de suprimentos se as sanções começarem da Europa até o final do ano e, já que a Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos começa a encerrar as suas entregas em Novembro,” disse ele, referindo-se à reserva de emergência do governo dos Estados Unidos que é mexida quando os mercados de energia encontram-se em tumultos.
Há poucas semanas, o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou que ia vender até 10 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo para entregas em Novembro. As sanções das importações transoceânicas do petróleo bruto Russo irão começar em Dezembro, o banimento poderia exacerbar preocupações pelo mercado de energia já firme, desenvolvido pela forte demanda quando as economias recuperavam-se da pandemia.
“A OPEC não é uma amiga particular da leveza dos preços do petróleo e a queda dos preços da gasolina, apesar do que as pessoas dirão, causarão uma inflação de energias assim que avançarmos nos próximos dois anos.”
No início de Setembro, a OPEC surpreendeu os mercados e anunciou um pequeno corte de 100,00 barris por dia na produção do petróleo para segurar os preços.












