
AFRICAINVEST: Fundo de Investimento Privado de US$ 100 milhões lançado em Moçambique
Em contexto de escassez de financiamento sobretudo para as pequenas e médias empresas, e ainda a aguçar dos requisito nas estreitas oportunidades disponíveis, a AFRICAINVEST diz que vem para fazer a diferença, na medida em que considera ÁFRICA, uma geografia de oportunidades para o futuro. Trata-se de um fundo de investimento privado que tem sob a sua gestão 100 milhões de dólares para investir no continente africano.
Em moçambique o Africainvest chega sob auspícios da Confederação das Associações Económicas – CTA em contexto dos esforços que a mais representativa organização do sector privado empreende para encontrar alternativas de financiamento mais ajustadas a realidade do sector empresarial nacional e também ao próprio contexto económico do País.

Director do Africa Invest, Jorge Pais
JORGE PAIS Director do Africa Invest, para a África lusófona disse na apresentação da sua instituição no mercado moçambicano que a expectativa é consolidar a actividade e tornar-se num canal natural para o investimento em África, numa epopeia em que assumem que nenhum país africano será excluído, mas sublinha que, nessa epopeia, prioriza os países de língua portuguesa, começando por Angola, Moçambique, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe.
Um estudo do projecto FSDmoz para perceber até que ponto a preocupação relativamente as restrições de financiamento reiteradamente apresentadas pelo sector privado são legitimas, constatou que entre 2014 e 2015, haviam em Mocambique cerca de 300 milhões de dólares em linhas de crédito para as PME’s mas apenas 23%, ou seja, US% 69 milhões dessas linhas eram efectivamente desembolsadas pelos bancos comerciais para as empresas, por várias razoes conhecidas.
Essa constatação desencadeou esforços para buscar contornar essa situação, o que veio culminar numa solução de capital de risco, ou seja private equity que chega pela Forma do Africainvest.
Até então o mercado moçambicano não tinha registado no seu sistema financeiro nenhuma instituição do género. Entretanto, durante a XVII CASP a CTA anunciou o registo da primeira instituição gestora de fundos de investimento, que agora, está por detrás da viabilização da chegada do Africainvest ao mercado moçambicano, em parceria com a CTA.
A CTA afirma que a solução por si forjada que se materializa com a entrada do Africainvest através de um memorando rubricado entre as partes, que como sua parceira [A Africainvest] vai contribuir para colmatar as lacunas de financiamento que neste momento enfermam o empresariado nacional. A Ligacao entre a CTA e o Africa Invest é feita através do FADE – Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial, portanto, lançado durante a XVII CASP.
Jorge Pais diz que o Africa Invest não trás soluções fechadas, antes, aposta em soluções a medida, igualmente, não excluindo sectores, olhando apenas para a credibilidade de cada projecto apresentado, a sua capacidade ou potencial para gerar valor, diz ainda que o Africa Invest, é uma entidade de porta aberta, e avesso a burocracias, incentivando desde logo os potenciais parceiros que buscam soluções alternativas de financiamento a se aproximar.

Presidenta da CTA, Agostinho Vuma
O Presidenta da CTA, explicou na ocasião da assinatura do memorando de entendimento e apresentação do Afriainvest que cabe a CTA a divulgação da linha e a recepção dos projectos para posterior canalização ao AfricaInvest para sua análise.
“Este lançamento acontece, numa altura na qual a CTA obteve do banco de Moçambique a aprovação do Fund Manager do FADE – Fundo de Apoio para o Desenvolvimento Empresarial, em Junho último. Assim, e no âmbito do acordo com AfricaInvest, comprometemo-nos a trabalhar em conjunto para viabilizar o FADE”, enfatizou Agostinho Vuma, descrevendo que o FADE tem uma meta de capitalização de 100 milhões de dólares americanos parcelados em duas fases, seguirá privilegiando o investimento em participações de capital das empresas.
“O FADE fornecerá, também, capital de crescimento às empresas em Moçambique que enfrentem, designadamente, a falta de financiamento de médio e longo prazo para start-ups e expansão de empresas (tanto dívida como capital próprio), termos e condições inadequados para crédito ou financiamento comercial de curto prazo, taxas de juros elevadas, financiamento insuficiente e outros instrumentos para apoiar as start-ups e jovens empreendimentos e, baixa capitalização e falta de garantias.” Ajustou
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