AIMO busca formas  complementares de mobilização de financiamento para a industrialização

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A informação foi avançada pelo Presidente da organização, Rogério Samo Gudo, no decurso da “Conferencia sobre Financiamento à Indústria”, decorrido quinta-feira, 24/11, em Maputo, evento enquadrado na celebrações do dia da industrialização de África, o 20 de Novembro.

O Presidente da AIMO, afirmou que a sua organização se propôs a  debater o acesso à financiamento, por este constituir um dos principais desafios à competitividade da indústria nacional.

Rogério Samo Gudo – Presidente da AIMO

Dando a entender que este será um cavalo de batalha do sector industrial nos próximos tempos, Rogério Samo Gudo, disse que a expectativa da AIMO é que os debates venham contribuir com soluções que ajudem a promover formas complementares de mobilização de recursos para o financiamento do processo de industrialização do país.

É nessa perspectiva que instituições financeira, como a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e o Banco Nacional de Investimento (BNI) foram desafiadas a apresentar as suas abordagens em termos que convirjam com as preocupações do sector industrial manufactureiro nacional no que tange a soluções de financiamento.

“ Que possamos hoje explorar, de forma concreta e prática, como alavancar as oportunidades proporcionadas pelo BNI e pela BVM”. Manifestou Samo Gudo.

O Presidente da AIMO, disse que o seu sector, deseja compreender como as empresa industriais podem incluir a banca de desenvolvimento e o mercado de capitais  no leque de instrumentos financeiros para financiar o seu crescimento e sustentabilidade.

“Estamos abertos para trabalhar em conjunto com estas instituições e juntos promovermos oportunidades de financiamentos adequados para o sector”. Frisou.

Sobre a banca de investimento, particularmente, Samo Gudo, disse que, esta  em complemento a banca comercial e outras formas de financiamento, pode contribuir para o processo de industrialização do país.

“A nossa expectativa é que essas soluções sejam competitivas e promovam condições favoráveis de acesso, o que constitui um aspecto crucial para o “novo paradigma” do processo de industrialização, principalmente para as PME’s industriais.”. Sublinhou.

Sabe-se que o Governo pretende aumentar a taxa de contribuição da indústria transformadora no Produto Interno Bruto (PIB), considerando a abundância de recursos pesqueiros, florestais, minerais e petrolíferos, tidos como detentores de grande potencial para gerar fábricas. Actualmente, a indústria transformadora tem contribuído anualmente, em média, em, aproximadamente, 9% no Produto Interno Bruto.

Só em 2020, a indústria recebeu 17% do crédito disponibilizado, seguido pelo Comércio (11%) e Transportes & Comunicações (10%).

Outrossim, maior parte do crédito bancário, em Moçambique, vai para áreas não produtivas (habitação e consumo), em média, 25% do crédito da economia é destinado ao financiamento destas áreas.

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