Alta de preços de combustíveis travou subida mais elevada do Índice de Robustez Empresarial

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  • O aumento do custo de financiamento, a manutenção das pressões inflacionárias, e a situação de instabilidade em Cabo Delegado poderão condicionar o dinamismo da actividade empresarial a curto prazo;
  • CTA recomenda ao Banco de Moçambique a ter uma atitude mais reservada nos ajustes que tem efectuado nas taxas de juro directoras do mercado;
  • A subida mínima do Índice de Robustez Empresarial, de 1pp, ou seja, de 28 para 29%, deveu-se, segundo a CTA, a escalada dos preços de combustíveis e mau desempenho do sector das pescas.

“Na nossa perspectiva, este desempenho não foi mais pronunciado por conta ainda dos impactos da alta de preços de combustíveis, uma produção abaixo do esperado no sector de pesca devido a baixa operacionalização da frota devido aos altos custos operacionais e baixas capturas, e certa retração da procura face ao encarecimento do custo de vida”, explicou Agostinho Vuma, Presidente da CTA.

A CTA prevê que até o final do ano o desempenho empresarial mantenha a tendência de progressão. Contudo, prevê ainda a CTA, “o aumento do custo de financiamento, a manutenção das pressões inflacionárias, e a situação de instabilidade na província de Cabo Delegado poderão condicionar o almejado dinamismo na actividade empresarial”.

Agostinho Vuma, Presidente da CTA, disse na apresentação do IRE do III Trimestre que o cenário actual caracterizado pelo aperto das condições de financiamento para fazer face a alta de preços, merecem devida análise.

“Impõe-nos uma reflexão sobre a magnitude da tolerância para com a inflação, vis-a-vis a criação de condições para impulsionar o desempenho empresarial”, Disse Vuma.

Dando a entender reconhecer o trabalho que o Banco de Moçambique, tem feito no sentido de assegurar a estabilidade cambial, todavia, a CTA advoga que o mesmo devia ter uma atitude mais reservada nos ajustes que tem efectuado nas taxas de juro directoras do mercado.

Conforme constata a CTA, “a prime rate que em Janeiro estava em 18,6% neste mês foi fixada em 22,5%, isto é, cerca 4 pontos percentuais de aumento”.

Este facto, na análise da CTA, agiganta   o esforço das micro, pequenas e médias empresas em honrar com os seus compromissos com a banca.

Em face da gravidade da situação a CTA, quer que haja um amplo debate franco sobre esta matéria, sobretudo, tendo em conta, o impacto significativo que se faz na tesouraria das empresas e na sua capacidade de expandir as suas operações, num contexto em que as empresas ainda procuram se refazer dos prejuízos causados pela pandemia da covid-19 e outras adversidades recentes.

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