Assegurado o financiamento da central térmica de Temane no valor de US$ 1 bilhão

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No seguimento  da aprovação, em fevereiro último,  da Decisão Final de Investimento (FID) no valor de 760 milhões de dólares norte americanos, para o  projecto que vai desenvolver os reservatórios de Inhassoro e Temane, localizados a norte da província de Inhambane, no âmbito do Contrato de Partilha de Produção (PSA na sigla inglesa), foi agora assegurado  o fecho financeiro do projecto da Central Térmica de Temane e assinados  os Acordos de  Monetização e  Facilitação Comercial, no valor de US$ 1 bilhão.

O projecto que será implementado pela Sasol Petroleum Mozambique (SPM) e os seus parceiros, materializa a estratégia do Governo visando a transformação do gás natural em projectos que adicionem valor ao recurso e contribuam para a aceleração da industrialização e desenvolvimento económico de Moçambique.

O arranque da fase de desenvolvimento do projecto que contempla a construção de uma nova unidade de processamento de petróleo leve e GPL está previsto para Julho do corrente ano.

Em 2020, o Conselho de Ministros aprovou a Emenda ao Plano de Desenvolvimento da SPM, referente aos Jazigos de Inhassoro, Temane e Temane-Este do Contrato de Partilha de Produção, através da Resolução n.º 3/2020, de 29 de Setembro, para permitir o desenvolvimento integrado de três grandes projectos, nomeadamente, a produção de 23 PJ/a de gás natural destinados a geração de energia eléctrica, através do projecto da Central Térmica de Temane, a produção de 30 000 toneladas de GPL, comumente chamado gás de cozinha, que vai alimentar o mercado nacional assim como a produção diária de 4000 barris de petróleo leve  para  a exportação.

O acordo final do projecto da central  assinado esta segunda-feira entre a petrolífera sul africana Sasol, a ENH e a Eletricidade de Moçambique, seguirá um contrato na modalidade de partilha de produção (PSA).

Para além da Central térmica, o acordo permitirá a construção da linha de transporte de energia Temane-Maputo, com cerca de 650 quilómetros de extensão e de uma unidade de processamento de petróleo leve e de gás de petróleo liquefeito, comumente chamado de gás de cozinha.

A expectativa é que o projecto venha a contribuir na diversificação da matriz energética nacional, gerando energia suficiente para a eletrificação da zona sul do País, em virtude da sua capacidade total de produção de 450 megawatts (MW).

Um dos principais impactos do projecto, está no seu potencial para a redução da importação de gás de cozinha e alívio da demanda por energia que actualmente é insuficientemente disponibilizada pela Hidroelétrica de Cahora Bassa.

Ainda no domínio dos impactos, prevê-se que o projecto venha a gerar 3 mil postos de trabalho no início das suas actividades e mais 400 ao longo das operações.

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