
Banco de Moçambique Confirma Que Notas São Genuínas, Mas Reconhece Defeitos Que Impedem Circulação
Após a circulação de vídeos nas redes sociais, o banco central esclarece que as notas da série 2024 são verdadeiras e mantêm curso legal, mas devem ser trocadas gratuitamente devido à perda prematura do número de série.
- O Banco de Moçambique confirma a autenticidade das notas exibidas nas redes sociais;
- As notas são consideradas inadequadas para circulação devido ao desaparecimento do número de série;
- O banco central apela à substituição gratuita junto das instituições de crédito;
- As notas mantêm curso legal enquanto não forem trocadas;
- A situação envolve notas da série 2024, introduzida com novos elementos de segurança.
O Banco de Moçambique veio a público esclarecer que as notas do metical cuja autenticidade tem sido questionada nas redes sociais são genuínas, mas apresentam defeitos que as tornam inadequadas para circulação. Em resposta à divulgação de vídeos que mostram a fácil remoção do número de série, o banco central apelou aos cidadãos para procederem à substituição gratuita das referidas notas junto das instituições de crédito autorizadas.
Vídeos nas redes sociais precipitam esclarecimento oficial
O esclarecimento surge após a circulação, nas redes sociais, de vídeos em que cidadãos demonstram a remoção do número de série de notas do metical, em particular da denominação de 50 meticais, pertencentes à série lançada em 2024. Segundo o Banco de Moçambique, após testes de peritagem, concluiu-se que as notas em causa são verdadeiras, afastando qualquer suspeita de contrafacção.
Ainda assim, a instituição reconhece que as notas apresentam fragilidades físicas que comprometem a sua aptidão para circulação normal no sistema monetário.
Notas mantêm curso legal, mas devem ser trocadas
Apesar das limitações identificadas, o banco central sublinha que as notas continuam a ter curso legal. No entanto, recomenda a sua substituição imediata, apelando aos cidadãos que detenham notas com sinais de ausência ou degradação do número de série para se dirigirem a uma instituição bancária, onde poderão efectuar a troca de forma gratuita.
O objectivo, segundo o comunicado, é preservar a integridade do meio circulante e evitar constrangimentos nas transacções comerciais e financeiras.
Falha material expõe desafios na nova série do metical
A situação ocorre num contexto em que Moçambique introduziu, em Junho de 2024, uma nova série de notas e moedas do metical, com design actualizado e elementos de segurança reforçados. Esta série passou a circular em simultâneo com as anteriores, de 2006 e 2011/2017, abrangendo notas em papel e em polímero.
De acordo com dados oficiais, o Banco de Moçambique gastou cerca de 3,51 mil milhões de meticais na produção de notas e moedas em 2024, um valor superior ao registado no ano anterior, reflectindo o esforço de modernização do meio circulante.
Conservação inadequada ou fragilidade de fabrico?
No mesmo comunicado, o banco central reforça a importância da boa conservação das notas e moedas metálicas, recomendando que o dinheiro seja guardado em locais secos e limpos, evitando-se práticas que acelerem a degradação física, como dobrar, rasgar, escrever, agrafar ou expor as notas à humidade e ao fogo.
Ainda assim, o caso levanta questões sobre a durabilidade efectiva de determinados elementos das novas notas, sobretudo quando a perda do número de série ocorre de forma rápida e sem desgaste prolongado.
Confiança no sistema monetário em foco
Embora o Banco de Moçambique tenha afastado qualquer risco de circulação de moeda falsa, o episódio reacende o debate sobre a confiança no meio circulante, a robustez dos processos de fabrico e controlo de qualidade e a necessidade de comunicação célere em contextos de elevada exposição nas redes sociais.
A resposta institucional procura, assim, conter eventuais riscos reputacionais e assegurar a confiança do público no sistema monetário nacional, num momento em que a estabilidade financeira depende também da credibilidade dos instrumentos básicos de pagamento.
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