Numa conjuntura económica particularmente desafiadora, entretanto mantendo uma estratégia assente numa gestão que classifica de sólida e prudente, disciplina financeira rígida e uma política rigorosa de controlo dos riscos, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) encerrou o exercício económico de 2022 com um forte crescimento em termos de Resultado Líquido, o qual ascendeu a MT 8.078,11 milhões, (cerca de 128 milhões de dólares), “alicerçado num crescimento sustentável dos Resultados Operacionais, níveis de liquidez e capitalização confortáveis”, refere o Banco.

Efectivamente, como refere o próprio Banco, “num ano ainda marcado por um ambiente de elevada incerteza, em Dezembro de 2022, o BCI encerrou o ano com um Resultado Líquido de MT 8.078,11 milhões, correspondente num crescimento de 55,25% comparativamente aos MT 5.203,37 milhões alcançados em igual período de 2021, e uma melhoria do rácio de Rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) em 9,03 pp, ao situar-se em 32,91% face aos 23,88% do período homólogo. Este resultado é fruto da execução do Plano Estratégico 2021, e uma melhoria do rácio de Rentabilidade dos Capitais Próprios (ROE) em 9,03 pp, ao situar-se em 32,91% face aos 23,88% do período homólogo”.

O BCI diz que o fabuloso resultado que apresenta, “é fruto da execução do Plano Estratégico 2021-2024, onde nossa aponta na diversificação da carteira de crédito, mantendo um forte posicionamento mantendo um forte posicionamento como Banco de apoio à economia através da concessão de crédito com bom risco controlado, conjugada com uma gestão eficiente dos custos, permitiu atingir um crescimento significativo do Produto Bancário (MT +1.420,88), essencialmente suportado pelo crescimento da Margem Financeira (MT +2.257,52 milhões) num ambiente de subida generalizada das taxas de referência e queda da procura por crédito, e da boa performance das Imparidades e Provisões (MT -3.133,63 milhões), resultado de uma gestão prudente dos riscos.”

Em contexto de subida contínua de preços, o Banco refere que as medidas de contenção de custos que vinham sendo implementadas permitiram que os Custos Operacionais se mantivessem controlados (+4,84%), abaixo da inflação homologa que se situou nos 10,91%, o que resultou numa melhoria da eficiência operacional, com o rácio Cost-to-Income a fixar-se em 42,43% (-1,08 pp face a 2021).

Sobre o Resultado Líquido de MT 8.078,11 milhões, em concreto, o BCI diz que o mesmo “foi influenciado por efeitos extraordinários positivos e negativos, referentes ao ano de 2022 e a anos anteriores. No que se refere aos efeitos extraordinários positivos, é de destacar a reversão de imparidade ocorrida na operação de um cliente, resultado da liquidação da operação, bem como reversão de imparidade de Outros Activos resultante da conclusão do processo de reavaliação de imóveis próprios do Banco. No que se refere aos efeitos negativos, as contas de 2022 foram significativamente influenciadas pela devolução em 2022, e provisão para devolução em 2023, de comissões a clientes, referentes aos períodos de 2018 a 2022, no âmbito da inspecção realizada pelo Departamento de Supervisão de Conduta do Banco de Moçambique, bem como pelo pagamento e provisão de valores a liquidar junto da Autoridade Tributária de Moçambique no âmbito da inspecção realizada por essa entidade aos Modelos 22 dos exercícios económicos de 2017 a 2021.

“Não obstante os efeitos extraordinários acima referidos, o Resultado Liquido recorrente registou um crescimento significativo face a 2021, fruto da consolidação e crescimento do negócio do Banco, em linha com os objectivos estratégicos”, sublinha o BCI.

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