
Cahora Bassa Aposta na Reabilitação e em Novos Projectos para Aumentar Produção de Electricidade
Plano prevê CAPEX Vital, Central Norte e nova central fotovoltaica, com meta de atingir 4.000 MW até 2034
- HCB procura elevar capacidade instalada além dos actuais 2.075 MW, reforçando posição estratégica na África Austral;
- Reabilitação do parque electropodutor em curso através do CAPEX Vital;
- Pré-estudos em andamento para a construção de uma central fotovoltaica de 400 MW;
- Projecto da Central Norte deverá arrancar em 2026 e terá capacidade de 1.245 MW;
- Meta de longo prazo: 4.000 MW de produção global até 2034.
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Tete, delineou uma estratégia de expansão que inclui a reabilitação do parque electropodutor, a construção da Central Norte e a aposta em energias renováveis, nomeadamente uma central fotovoltaica, com o objectivo de elevar a capacidade instalada de 2.075 MW para 4.000 MW até 2034.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, a empresa está empenhada em contribuir para a cobertura do défice energético da África Austral, posicionando Moçambique como um dos principais centros de fornecimento de energia eléctrica da região.
O processo de reabilitação do parque electropodutor, em estado quase obsoleto, decorre actualmente no quadro do projecto CAPEX Vital, considerado essencial para assegurar fiabilidade e aumentar a eficiência da produção.
Paralelamente, avançam pré-estudos para a construção de uma central fotovoltaica com capacidade de 400 MW, medida que permitirá diversificar a matriz de produção e reforçar a sustentabilidade energética.
Outro eixo estratégico é a Central Norte, cuja barragem ficará integrada no complexo da HCB. O “dossier” deverá ser submetido ainda em 2025 ao Conselho de Ministros, estando previsto que o desenvolvimento do projecto arranque em 2026. A nova central terá capacidade de 1.245 MW, através de três grupos geradores de 415 MW cada, estando a conclusão apontada para 2032.
Matola advertiu que a transição energética na região exige decisões rápidas e determinantes. “Temos de avançar agora. Caso contrário, os vizinhos encontrarão alternativas e ficaremos para trás”, afirmou, sublinhando que Moçambique precisa acelerar investimentos estruturantes para não perder espaço e oportunidades no sector.
A visão estratégica da HCB projecta que, até 2034, a produção global da central alcance os 4.000 MW, consolidando o papel de Moçambique como fornecedor-chave de energia para a África Austral e reforçando a segurança energética regional.
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