
Dólar Enfraquece com Expectativa de Série de Cortes de Taxas pela Reserva Federal
Moeda norte-americana cai para mínimos de dois meses face ao euro e libra, enquanto investidores antecipam cortes sucessivos até Janeiro
- Dólar atinge mínimos de 2,5 meses face ao euro e de 10 meses contra o dólar australiano;
- Mercados dão como certo um corte de 25 pontos base esta semana, com hipótese de 50 pb;
- Expectativa de cortes adicionais em Outubro, Dezembro e até Janeiro, totalizando 81 pb até ao início de 2026;
- Dados laborais fracos pressionam a Fed a agir mais rapidamente;
- Trump insiste em cortes mais agressivos para estimular a economia, especialmente o sector imobiliário.
O dólar norte-americano recuou para níveis historicamente baixos face ao euro, à libra e ao dólar australiano, com os mercados financeiros a consolidarem a expectativa de que a Reserva Federal dos EUA (Fed) dará início esta semana a um ciclo de cortes de taxas de juro mais prolongado do que o inicialmente previsto.
Na sessão de terça-feira, a divisa norte-americana manteve-se próxima de um mínimo de dois meses e meio contra o euro, negociando a US$ 1,1765 por euro, e perto de um fundo de 10 meses face ao dólar australiano, a US$ 0,6672, próximo do máximo de Novembro passado. A libra esterlina situou-se em US$ 1,3605, após alcançar US$ 1,3621 na sessão anterior, o nível mais alto desde Julho.
Os mercados financeiros dão como certa uma redução de 25 pontos base (0,25%) na reunião da Fed de quarta-feira, atribuindo ainda uma probabilidade menor, mas real, a um corte de 50 pontos base (0,5%). Segundo as previsões dos investidores, a autoridade monetária norte-americana poderá somar 67 pontos base em cortes até ao final do ano, chegando a 81 pontos base até Janeiro de 2026, o que configuraria um ciclo de alívio monetário alargado.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pressionar publicamente o banco central, apelando a cortes “mais profundos” das taxas para dinamizar sectores estratégicos como o imobiliário. Para Trump, a Fed está atrasada na resposta e deve acelerar a política de estímulo.
Analistas de mercado sublinham que a fraqueza dos mais recentes dados laborais foi o principal catalisador para a viragem das expectativas. “Há uma visão crescente de que a Fed está atrasada e precisa de acelerar a descida das taxas até níveis neutros”, referiu Chris Weston, director de investigação da Pepperstone.
A combinação entre dólar mais fraco, rendimentos obrigacionistas em queda e valorização de acções em Wall Street, que estabeleceu novos máximos, traduz o peso das expectativas em torno da política monetária. O iene japonês manteve-se estável nos 147,42 por dólar, sem variações significativas na sessão.
Com o consenso a consolidar-se em torno de cortes sucessivos em Setembro, Outubro, Dezembro e possivelmente Janeiro, os mercados cambiais e de capitais ajustam-se a um cenário de maior liquidez, num contexto em que os riscos de recessão se conjugam com pressões políticas internas sobre o banco central.
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