
LAM Reage a Estímulos, Accionistas Apontam Sinais de Revitalização
- Receitas mensais sobem de US$ 9 milhões para mais de US$ 11 milhões; vendas superam US$ 40 milhões em quatro meses, com ganhos de eficiência e reforço de controlo interno.
- Vendas superam pouco mais de US$ 40 milhões entre Maio e Agosto, confirmando viragem operacional;
- Receita média mensal passou de US$ 9 milhões (até Maio) para mais de US$ 11 milhões (em Agosto);
- Disciplina de gestão: controlo de emissão de bilhetes e de vendas a crédito, cobrança de dívidas, centralização de compras e reforço da auditoria interna;
- Mercado volta a confiar: há interesse em alugar aeronaves da LAM, indício de recuperação de credibilidade;
- Plano de frota: aquisição de até cinco Boeing 737-700 até meados de Dezembro, com vista à expansão de rotas regionais.
A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) está a reagir a estímulos de governação e disciplina financeira: as receitas mensais saltaram de US$ 9 milhões para mais de US$ 11 milhões entre Maio e Agosto, e as vendas no período superaram os US$ 40 milhões, sinalizando estabilização operacional e reaproximação à confiança do mercado.
Trajectória das receitas: da sobrevivência ao fôlego operacional
A LAM reporta uma média de vendas de US$ 9 milhões até Maio e mais de US$ 11 milhões em Agosto, totalizando pouco mais de US$ 40 milhões nos últimos quatro meses. A companhia atribui a melhoria a maior consistência de voos e a ligeiro aumento de lugares oferecidos, traduzindo-se em maior aproveitamento comercial da rede.
Eficiência e controlo: menos dispersão, mais resultados
A viragem operacional foi suportada por medidas de controlo de emissão de bilhetes e das receitas, travagem das vendas a crédito, cobrança mais rigorosa de dívidas e centralização do processo de compras. Em paralelo, houve reforço da auditoria interna para melhorar controlos e regularizar dívidas a fornecedores críticos, incluindo a liquidação da obrigação com a IATA, factor decisivo para a normalização das operações.
No plano organizacional, a LAM centralizou o sistema integrado de gestão, substituindo 11 anteriores (sistemas dispersos), o que racionaliza recursos e reduz falhas no “procurement” e na gestão do dia-a-dia.
Confiança do mercado: o regresso do crédito reputacional
Segundo Agostinho Langa (CFM), a companhia já cobre operações correntes e liquida dívidas a fornecedores, movimento que restabelece a reputação de cumprimento. O próprio Langa assinala que “há muitas entidades interessadas em alugar aviões da LAM”, algo impensável no passado recente — um indicador qualitativo de confiança e de reabertura de canais comerciais.
Frota e rede: cinco 737-700 na calha para acelerar a expansão regional
Para reduzir cancelamentos e elevar a fiabilidade do serviço, a LAM prevê adquirir até cinco Boeing 737-700 até à primeira quinzena de Dezembro, num processo conduzido pela consultora Knighthood Global. O reforço da frota é o pilar operacional para abrir novas rotas regionais e sustentar a trajectória de receitas acima dos US$ 11 milhões/mês.
Acionistas e governação: nova arquitectura para a reestruturação
Em Maio, foi nomeado um Conselho de Administração não-executivo com representantes da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) e da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), sinalizando reforço da supervisão e da coordenação estratégica.
Riscos e horizontes: maratona, não sprint
A administração adverte que a reestruturação exigirá tempo e paciência, dado persistirem interesses internos e externos que procuram travar o processo. Ainda assim, o vector de curto prazo é favorável: mais controlo, melhor cobrança, racionalização de compras e reputação recuperada junto de fornecedores e parceiros, elementos que podem ancorar receitas e melhorar margens à medida que a frota se estabiliza.
Para contexto, a LAM acumula anos de constrangimentos associados a frota reduzida, subinvestimento e manutenção deficitária — o actual programa de reestruturação visa justamente virar essa página
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