Central flutuante a gás, atracada na Matola, entra em operação próximo ano

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  • O projecto de produção de energia eléctrica a partir de uma central termoeléctrica flutuante, localizada, no município da Matola, província de Maputo, poderá entrar em operação no terceiro trimestre do próximo ano, para responder à demanda da região. 

Trata-se de uma iniciativa da Electricidade de Moçambique (EDM) em consórcio com a Karpower Global DMCC, sendo que o empreendimento irá gerar 415 MW, num investimento de cerca de US$ 30 milhões. 

A garantia foi dada ontem, (19/12), na Matola, por Pedro Nguelume, Administrador Executivo de Portfólio de Desenvolvimento de Negócios na EDM, à margem de uma reunião de apresentação do relatório de pré-viabilidade ambiental e definição de âmbito do projecto. 

A consulta pública faz parte das fases iniciais daquilo que é o roadmap do projecto até à implementação, que se espera ocorra no final no segundo ou inicio do terceiro trimestre de 2024. 

Segundo Nguelume, os resultados preliminares mostram haver condições para o avanço do projecto, decorrendo actualmente trabalhos para responder às questões críticas no âmbito do cumprimento das normas ambientais. 

“Temos indicações de que o nível de impactos, como sempre, deve ser gerido, mas é muito baixo. Então esta empresa vai responder a todos os aspectos que preocupam as autoridades ambientais, EDM e os nossos parceiros, para garantir que o projecto esteja dentro dos parâmetros aceitáveis por lei”, disse. 

Recorde-se que A Karpowership disse em Novembro que também tinha um pré-acordo com a EDM para o transporte de energia para África do Sul, a partir de uma central flutuante a ser posicionada na Baía de Maputo, projecto que também carecia de uma autorização ambiental por parte das autoridades moçambicanas.

O empreendimento envolve três componentes instalação e operação da central, usando gás natural como combustível, construção de linha de transmissão de energia de quatro quilómetros ligando a central e a subestação existente na Matola de 275kv, e a instalação de um gasoduto de três quilómetros entre a central flutuante e a central térmica de Maputo. 

A infra-estrutura ficará atracada ao largo da costa da Matola e terá capacidade instalada de 415 MW. 

As principais operações do projecto são maioritariamente marítimas, compreendendo principalmente a fixação da central flutuante e o transporte de gás natural através de um gasoduto.

A Karpowership é uma empresa de produção de electricidade, com sede na Turquia, que pretende contribuir para a rede da África do Sul a partir do seu projecto em Richards Bay no prazo de 12 meses após a empresa ter recebido aprovação ambiental para o projecto em Novembro. 

A Karpowership ganhou inicialmente um concurso para fornecer electricidade à África do Sul, atracando os seus navios em três portos do País em 2021. 

No entanto, os projectos foram assolados por uma série de desafios jurídicos, Em Novembro, a Karpowership finalmente obteve aprovação ambiental para o seu projecto em Richards Bay, África do Sul.

Depois que a empresa recebeu aprovação ambiental, o diretor da Karpowership na África do Sul, Mehmet Katmer disse que esperava chegar ao fecho financeiro dentro dois meses, após os quais os navios chegarão dentro de um ano. 

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