
Chapo Impulsiona a Industrialização Agro-Alimentar com Nova Fábrica de Gergelim no Dondo
Ao inaugurar a nova unidade de processamento de gergelim no Dondo, o Presidente Daniel Chapo reforçou a agenda de industrialização rural, diversificação produtiva e criação de valor acrescentado, defendendo que Moçambique deve transformar localmente aquilo que produz, gerar emprego e posicionar-se como exportador de produtos agro-industriais.
- Fábrica marca novo ciclo de industrialização no agro-negócio;
- Chapo pede “viragem produtiva” e transformação local do gergelim;
- Emprego, exportação e estímulo às PME’s rurais entre os eixos centrais;
- PR defende modernização agrícola e disciplina na cadeia de valor;
- Unidades industriais regionais vistas como motores de equilíbrio económico territorial.
O Presidente da República, Daniel Chapo, inaugurou no Dondo uma moderna fábrica de processamento de gergelim, considerada estratégica para a diversificação da economia e para a industrialização do agro-negócio moçambicano. Num discurso de forte conteúdo económico, Chapo defendeu que Moçambique “não pode continuar a vender matérias-primas baratas e importar produtos caros”, sublinhando a urgência de transformar localmente os seus produtos agrícolas e de consolidar cadeias de valor competitivas, capazes de gerar emprego e receitas de exportação.
A Industrialização Agro-Alimentar Como Nova Fronteira Económica
O PR reiterou que a nova fábrica representa mais do que uma infra-estrutura industrial: representa um sinal claro da nova orientação económica do país, que coloca a industrialização agro-alimentar no centro da estratégia de crescimento. Chapo afirmou que “Moçambique deve avançar para um modelo económico que transforme a sua produção agrícola em riqueza industrial”, destacando que o gergelim é um dos produtos com maior potencial de exportação e valorização no mercado internacional.
Emprego Local e Valor Acrescentado Como Imperativos de Desenvolvimento
A unidade agora inaugurada, segundo o Chefe de Estado, permitirá aumentar a oferta de empregos no Dondo e dinamizar o rendimento das famílias, ao mesmo tempo que reduz perdas pós-colheita e aumenta a retenção de valor no distrito. Chapo sublinhou que “onde antes se vendia semente bruta, hoje podemos vender óleo, pasta e outros derivados que valem três vezes mais”. Para o Presidente, esta evolução representa um salto qualitativo na economia rural.
Do Campo à Fábrica: Uma Cadeia de Valor Que Deve Ser Integrada
Ao falar aos produtores, Chapo insistiu na disciplina produtiva e na necessidade de garantir matéria-prima de qualidade e abastecimento regular. Alertou que as fábricas só terão sustentabilidade se existirem “agricultores organizados, assistidos e comprometidos com padrões consistentes de produção”. A ligação entre produção primária, logística, processamento industrial e acesso ao mercado foi apontada como uma peça crítica da transformação económica.
Competitividade Externa e Redução da Vulnerabilidade Económica
Chapo destacou que o gergelim é um dos produtos mais competitivos de Moçambique no mercado internacional, mas que o país perde receitas substanciais ao vender matéria-prima sem transformação. “Cada tonelada que exportamos em bruto significa perda directa de riqueza para Moçambique”, afirmou. A nova fábrica responde directamente a este desafio, permitindo ao país ampliar a sua capacidade exportadora e melhorar a sua posição nas cadeias de valor globais.
Indústria Como Factor de Estabilidade Territorial e Económica
O Chefe de Estado reforçou ainda a importância de descentralizar a industrialização e de criar pólos produtivos fora dos grandes centros urbanos. A fábrica do Dondo é descrita como exemplo de um modelo que deve ser replicado: indústrias localizadas junto à produção agrícola, de forma a reduzir custos logísticos, fixar população, criar emprego local e estimular ecossistemas empresariais regionais.
A inauguração da fábrica de processamento de gergelim no Dondo reforça a visão económica do Presidente Daniel Chapo: um país que transforma o que produz, industrializa a agricultura, cria emprego rural e assegura que a riqueza gerada pelos seus recursos permanece dentro das fronteiras nacionais. Com esta unidade, Moçambique dá mais um passo para uma economia diversificada, competitiva e orientada à exportação.
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