
China adverte sobre “slogans vazios” nas conversações COP28 sobre o clima
Os países devem abster-se de “slogans vazios” e adoptar uma atitude pragmática em relação às alterações climáticas que reflicta preocupações como a segurança energética, o emprego e o crescimento, disse um responsável chinês, citado pela agência Reuters, na sexta-feira, 20 de Outubro, antes das negociações climáticas da COP28 no próximo mês.
A última ronda de negociações globais sobre o clima está marcada para o final de Novembro, no Dubai, e centra-se nas lacunas na implementação do Acordo de Paris de 2015.
De acordo com um balanço global publicado pelas Nações Unidas, em Setembro, o mundo está atrasado em relação aos objectivos climáticos e são necessárias medidas “em todas as frentes” para manter o aumento da temperatura dentro de 1,5 graus Celsius.
Os países mais ricos devem cumprir a sua promessa de disponibilizar 100 mil milhões de dólares anuais para o financiamento da luta contra as alterações climáticas aos países mais pobres, criar um mecanismo financeiro para “perdas e danos” e duplicar os fundos de adaptação, afirmou Xia Yingxian, director do gabinete para o clima do Ministério da Ecologia e do Ambiente da China.
“Os países desenvolvidos têm uma responsabilidade inabalável pelas alterações climáticas globais e, ao mesmo tempo, têm a capacidade efectiva de lidar com as alterações climáticas”, afirmou Xia Yingxian numa conferência de imprensa em Pequim.
A China, o maior consumidor de carvão do mundo e o principal emissor de gases com efeito de estufa, tem-se mostrado relutante em comprometer-se com a sua eliminação progressiva.
Xia afirmou que a reunião da COP28 deve respeitar os “diferentes pontos de partida e as condições nacionais de cada país”.
“Os slogans vazios que estão divorciados da realidade e o ‘tamanho único’ podem parecer ambiciosos, mas prejudicam o processo multilateral das alterações climáticas”, afirmou.
“A COP28 deve promover uma coordenação eficaz entre a abordagem das alterações climáticas e a erradicação da pobreza, a segurança energética, a criação de emprego, o desenvolvimento económico e outras necessidades”, acrescentou.
O Comissário afirmou que a China já deu “contributos historicamente notáveis” para a luta contra as alterações climáticas, reduzindo a intensidade de carbono em 51% desde 2005, aumentando a percentagem de energia proveniente de combustíveis não fósseis para 17,5% do consumo total e contribuindo para a cooperação multilateral em matéria de clima.
O principal enviado da China para o clima, Xie Zhenhua, afirmou, numa mesa redonda com diplomatas no mês passado, diz a Reuters, que a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis era “irrealista”, e acrescentou que a China estaria aberta à definição de um objectivo global de energias renováveis durante as conversações.
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