Cornelder Garante Normalidade das Operações no Porto da Beira Apesar de Diligência Judicial na Holanda

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Empresa esclarece que a medida cautelar adoptada pelas autoridades holandesas envolve a Cornelder Holanda, não configura condenação e não afecta a concessão nem as operações em Moçambique.

Questões-Chave:
  • Medida cautelar decretada na Holanda ocorre numa fase inicial de investigação e não implica juízo de culpa;
  • Cornelder Moçambique assegura que a concessão e as operações no Porto da Beira decorrem normalmente;
  • Empresa reafirma autonomia operacional, estabilidade financeira e compromissos com o Estado moçambicano;
  • Caso reabre debate sobre risco reputacional e separação jurídica entre operações locais e casas-mãe internacionais.

A Cornelder de Moçambique, concessionária dos Terminais de Contentores e de Carga Geral no Porto da Beira, veio a público esclarecer que uma diligência judicial em curso nos Países Baixos, noticiada por um órgão de comunicação social holandês, não tem impacto nas suas operações em Moçambique nem na concessão portuária em vigor.

Medida Cautelar em Investigação na Holanda Não Configura Condenação

Segundo a empresa, a informação divulgada na imprensa holandesa refere-se a um arresto preventivo de natureza cautelar, adoptado pelas autoridades judiciais dos Países Baixos no âmbito de uma investigação em curso que envolve a Cornelder Holanda.

A Cornelder sublinha que a medida foi tomada numa fase inicial do processo, não constituindo qualquer condenação, decisão definitiva ou juízo de culpa relativamente à empresa, aos seus administradores ou às suas operações.

A Cornelder Holanda foi formalmente notificada da investigação e encontra-se a acompanhar o processo com serenidade, cooperando com as autoridades competentes e confiando no regular funcionamento do sistema judicial holandês.

Operações no Porto da Beira Decorrem Com Normalidade

No mesmo esclarecimento, a Cornelder de Moçambique afirma que as operações portuárias no Porto da Beira decorrem com absoluta normalidade, não existindo qualquer alteração à concessão, à gestão dos terminais, aos programas de investimento aprovados ou aos compromissos assumidos com o Estado moçambicano.

A empresa enfatiza a sua autonomia operacional e financeira, destacando que a situação em curso na Holanda não afecta a actividade quotidiana da concessionária em Moçambique, nem o funcionamento do Corredor da Beira, um dos principais eixos logísticos da região.

Parceiro Estratégico do Estado Desde 1998

A Cornelder recorda que opera em Moçambique desde 1998, como parceira estratégica do Estado moçambicano na gestão dos terminais do Porto da Beira. Ao longo deste período, a empresa afirma ter contribuído de forma consistente para o desenvolvimento das infra-estruturas portuárias, para a integração logística regional e para a economia nacional.

Entre os contributos destacados constam investimentos estruturantes, pagamento regular de taxas de concessão e impostos, bem como a criação de milhares de postos de trabalho, com impacto directo e indirecto na economia da região centro do país.

Legalidade, Transparência e Governação no Centro da Actuação

No comunicado, a Cornelder de Moçambique reafirma o seu compromisso com elevados padrões de legalidade, transparência, boa governação e responsabilidade institucional, princípios que, segundo a empresa, orientam a sua actuação tanto em Moçambique como nas restantes jurisdições onde o grupo opera.

A empresa acrescenta que continuará a acompanhar a evolução do processo em curso na Holanda e que prestará esclarecimentos adicionais, se e quando necessário, pelos canais considerados adequados.

Separação Jurídica e Risco Reputacional em Grupos Multinacionais

Do ponto de vista económico e jurídico, o caso ilustra a importância da separação entre entidades legais dentro de grupos multinacionais, bem como os potenciais efeitos de risco reputacional transfronteiriço, mesmo quando as operações locais permanecem juridicamente autónomas e operacionais.

Para Moçambique, o esclarecimento da Cornelder procura salvaguardar a confiança dos utilizadores do Porto da Beira, investidores e parceiros logísticos, num contexto em que a estabilidade das concessões portuárias é considerada crítica para o comércio externo e para a competitividade regional.

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