
Crescimento da China no terceiro trimestre excede as previsões, impulsionado pelas despesas de consumo e pela produção industrial
- A China registou um crescimento de 4,9% no trimestre de Julho a Setembro em relação ao ano anterior, mais forte do que a previsão mediana de 4,6%.
- Em termos trimestrais, o PIB da China cresceu 1,3% no terceiro trimestre, após um crescimento revisto de 0,5% no segundo trimestre.
- As vendas a retalho e a actividade de produção industrial em Setembro foram mais robustas do que o previsto.
- O investimento em activos fixos nos primeiros nove meses do ano decepcionou ligeiramente, uma vez que o investimento imobiliário caiu 9,1% no período de Janeiro a Setembro.
O crescimento económico da China no terceiro trimestre foi mais forte do que o esperado, aumentando as esperanças de que a segunda maior economia do mundo atinja ou mesmo ultrapasse o objectivo de Pequim de cerca de 5% este ano.
A actividade económica mostrou sinais de estabilização em dados recentes. Nesta quarta-feira, 18 de Outubro, os dados de Setembro relativos às vendas a retalho e à produção industrial também superaram as previsões medianas, com o investimento acumulado em activos fixos para os primeiros nove meses deste ano ligeiramente abaixo das expectativas.
A China registou um crescimento de 4,9% no trimestre de Julho a Setembro em relação ao ano anterior, de acordo com um comunicado do Gabinete Nacional de Estatísticas da China nesta quarta-feira, 18 de Outubro.
Este valor é mais forte do que as expectativas dos economistas para o PIB do terceiro trimestre de 4,6%, de acordo com uma sondagem da Reuters. Este resultado segue-se aos 6,3% registados no trimestre de Abril Junho e aos 4,5% registados no trimestre de Janeiro Março.
Numa base trimestral, a economia da China cresceu 1,3% no terceiro trimestre, mais forte do que as expectativas dos economistas de um crescimento de 0,9%. O crescimento do PIB no segundo trimestre foi revisto para 0,5%.
Actividade em Setembro
A China também divulgou dados mensais nesta quarta-feira, 18 de Outubro, tendo registado um crescimento de 4,5% na produção industrial e um aumento de 5,5% nas vendas a retalho em Setembro, em relação ao ano anterior – ambos ligeiramente superiores às expectativas do mercado.
O investimento em activos fixos aumentou 3,1% nos primeiros nove meses do ano em comparação com o mesmo período acumulado do ano anterior, ligeiramente abaixo da previsão mediana de crescimento de 3,2%.
O sector imobiliário do país continua a ser um entrave à economia, com o investimento imobiliário a cair 9,1% no período de Janeiro a Setembro em relação ao ano anterior.
O desemprego diminuiu para 5% em Setembro, contra 5,2% no mês anterior.
“De um modo geral, a economia nacional continuou a recuperar nos primeiros três trimestres e o desenvolvimento de alta qualidade avançou solidamente, estabelecendo uma base sólida para atingir os objectivos anuais de desenvolvimento”, afirmou o Gabinete Nacional de Estatística da China num comunicado, de acordo com uma tradução do texto chinês feita pela CNBC.
“No entanto, devemos também notar que o ambiente externo está a tornar-se mais complexo e severo, a procura interna ainda é insuficiente e a base para a recuperação económica ainda precisa de ser consolidada”, acrescentou o gabinete.
Recuperação “tortuosa”
Juntamente com os dados mensais divulgados na semana passada, a última publicação sublinhou ainda mais o que os principais dirigentes chineses classificaram como uma recuperação económica “tortuosa” pós-Covid.
Os preços no consumidor da China mantiveram-se estáveis em Setembro, à beira da deflação, enquanto o índice de preços no produtor registou uma descida anual lenta pelo terceiro mês. As exportações de Setembro diminuíram menos do que o esperado, embora as importações tenham caído ligeiramente mais do que o previsto.
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