
Crescimento económico de África caiu para 3,2% em 2023 – BAD
O crescimento económico da África caiu para 3.2% no ano passado de 4.1% em 2022, disse o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) na sexta-feira, 16 de Fevereiro, mas projectou um crescimento maior este ano para todas as regiões, excepto a África Central.
O BAD afirma que a instabilidade política e a desaceleração económica da China estão a agravar os choques da COVID-19 e da guerra da Rússia na Ucrânia.
O valor final para 2023 ficou abaixo do crescimento de 3,4% que o BAD tinha previsto em Novembro. O BAD também reduziu as suas estimativas de crescimento regional para a África Central e do Norte, no meio de uma recessão na Guiné Equatorial, produtora de petróleo, e das consequências das inundações devastadoras na Líbia.
“Os choques que atingiram as economias africanas desde 2020 prejudicaram o crescimento, com implicações a longo prazo”, afirmou o banco num relatório.
Apesar dos choques que assolam a região, 15 países africanos registaram um crescimento económico superior a 5% no ano passado, disse o BAD, incluindo a Etiópia, que está a reestruturar a sua dívida externa, a Costa do Marfim, a República Democrática do Congo, as Maurícias e o Ruanda.
O banco prevê um crescimento mais rápido em todas as regiões, com excepção da África Central, em 2024, sendo a África Austral considerada a mais atrasada, com 2,2%, em comparação com 5,7% na África Oriental.
O “fraco desempenho da África Austral reflecte a contínua estagnação económica na África do Sul”, afirma o banco, prevendo-se que a maior economia da região, que realiza eleições nacionais este ano, cresça 1,1% em 2024, contra 0,8% no ano passado.
“Esta situação económica pouco satisfatória agravou o desemprego, a pobreza e a desigualdade persistentemente elevados do país e impediu-o de colher os dividendos democráticos nos 30 anos desde o fim do domínio da minoria branca”, disse o BAD.
A Nigéria, a maior economia da África Ocidental, deverá crescer 2,9% em 2024, mais 0,4 pontos percentuais do que no ano passado, uma vez que uma moeda fortemente desvalorizada faz subir a inflação, agravando a crise do custo de vida.
No Egipto, prevê-se que a inflação elevada e a escassez de divisas reduzam o crescimento para 3,7% este ano, contra 4% em 2023.
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