Criação de emprego só pode vir, de forma sustentável, do sector privado, afirma o Banco Mundial

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  • Empregos de qualidade e inclusivos são a forma mais segura de reduzir a pobreza e partilhar a prosperidade

O Banco Mundial, disse na XVIII CASP que a criação de emprego só pode vir, de forma sustentável, do sector privado. A Directora Banco Mundial em Moçambique, Idah Z. Pswarayi-Riddihough, indicou que cerca de meio milhão (500.000) de jovens entram na força de trabalho todos os anos, contudo, apenas 30.000 empregos formais são criados anualmente.

“Estes números dão-nos uma imagem precisa de onde devem residir as nossas prioridades”. Disse ela, e indicou que essas prioridades devem se centrar no apoio das micro, pequena e médias empresas (MPME).

“Apoiar as MPME, desenvolver soluções inovadoras para o emprego dos jovens, capacitar as mulheres e as raparigas e incentivar o sector informal a integrar-se mais na economia”. Sublinhou.

A solução proposta pelo Banco Mundial, comporta a realização de investimentos substanciais em infra-estruturas, criação de competências, reformas do ambiente empresarial e acesso ao financiamento, consideradas as bases que permitem ao sector privado criar mais emprego produtivo para os jovens.

Outro elemento da solução proposta pelo Banco Mundial, contempla também investimentos em infra-estruturas, ao considerar que as pessoas e as empresas precisam de estar ligadas às oportunidades de mercado através de infra-estruturas, em especial estradas, eletricidade e água. “Este é um domínio em que o capital privado pode ser mobilizado de forma muito eficaz para complementar os escassos recursos públicos”, disse Idah Z. Pswarayi-Riddihough, que alistou ainda a pertinência do investimento nas competências dos jovens, crucial para garantir melhores salários e maior produtividade.

Acrescentou que a criação de meio ambiente empresarial atractivo, com políticas macroeconómicas sólidas, um Estado de direito, o comércio transfronteiriço, o incentivo ao investimento privado, a garantia de acesso à terra e uma regulamentação bem concebida podem permitir que tanto as pequenas como as grandes empresas prosperem, são cruciais.

Sobre a recorrente e polémica questão do acesso ao financiamento, classificou como um dos maiores desafios que as MPME enfrentam, citou o recém-anunciado Fundo de Garantia Mutuária, apoiado pelo Banco Mundial, que poderá ajudará a mobilizar liquidez no sistema bancário, a desbloquear o financiamento às PME e a aliviar os elevados requisitos de garantia.

“Apoiamos esta medida e acreditamos que é necessário ir mais longe para impulsionar a inclusão financeira e abordar a diferença de género através do desenvolvimento de produtos financeiros centrados nas mulheres”. Disse

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