
Dólar Ganha Fôlego e Moedas Globais Recuam Após Novas Tarifas de Trump
Questões-Chave:
- Trump impõe tarifas de 35% ao Canadá e prevê taxas globais entre 15% e 20%;
- Dólar norte-americano sobe, enquanto o dólar canadiano e o euro recuam;
- Moeda brasileira regista queda semanal mais acentuada em quase cinco meses;
- Investidores receiam escalada das tensões comerciais à medida que se aproxima o prazo de 1 de Agosto;
- Bitcoin mantém-se perto de máximos históricos, mostrando resiliência no clima de incerteza.
A moeda norte-americana valorizou-se esta sexta-feira face a um novo surto de instabilidade no comércio global, após o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado um pacote de tarifas abrangentes, incluindo uma taxa de 35% sobre as importações canadianas e a intenção de aplicar tarifas generalizadas de 15% a 20% à maioria dos parceiros comerciais.
Desenvolvimento:
O dólar dos Estados Unidos beneficiou da incerteza crescente em torno da política comercial americana, ganhando 0,2% contra uma cesta de moedas, com o índice cambial a fixar-se nos 97,77 pontos. Esta tendência de valorização poderá manter-se por mais algumas semanas, segundo analistas, impulsionada pelo estatuto do dólar como activo de refúgio em tempos de incerteza.
Entre os mais penalizados, destacou-se o dólar canadiano, que caiu mais de 0,5%, situando-se nos 1,3726 por dólar norte-americano, após o anúncio de uma tarifa de 35% sobre produtos do Canadá com início marcado para 1 de Agosto. “O Canadá encontra-se na linha de fogo”, comentou Tony Sycamore, analista da IG Markets, advertindo para um fim de semana tenso nos mercados de risco.
O euro, por seu lado, recuou 0,25% para 1,1671 dólares, acumulando uma queda semanal próxima de 1%, enquanto a libra esterlina perdeu 0,22%, situando-se nos 1,3551 dólares. O dólar neozelandês e o dólar australiano seguiram a mesma tendência, com quedas de 0,32% e 0,31%, respectivamente, num ambiente de crescente aversão ao risco.
O Yen japonês desvalorizou 0,13% para 146,44 por dólar, com um declínio semanal superior a 1%, afectado pela imposição de tarifas de 25% por parte de Trump no início da semana. O Presidente norte-americano terá ainda ameaçado enviar à União Europeia uma carta sobre novas tarifas, colocando em risco o curso das negociações comerciais em curso com Bruxelas.
No Brasil, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou uma saída diplomática para a ameaça americana de tarifas de 50% sobre importações brasileiras, mas prometeu retaliar caso as medidas entrem em vigor a 1 de Agosto. O real brasileiro manteve-se relativamente estável no dia, cotando-se nos 5,5321 por dólar, mas deverá encerrar a semana com uma queda acumulada de 2%, a mais acentuada em quase cinco meses.
Apesar do nervosismo crescente, os mercados evitaram uma liquidação em massa como a registada após o chamado “Dia da Libertação” em Abril. Ainda assim, a expectativa em torno da data-limite de 1 de Agosto mantém os investidores em suspenso, enquanto se aguarda para ver se as ameaças de Trump se traduzirão em acções concretas.
Curiosamente, o Bitcoin resistiu à maré negativa e manteve-se próximo de máximos históricos, sugerindo que alguns investidores estão a procurar alternativas fora do sistema financeiro tradicional.
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