
Educação continua a ser a indústria mais atacada pelos cibercriminosos
_ O Emotet continua como o malware mais predominante, afectando 6% das organizações em todo o mundo. Globalmente, a Educação/Investigação é a indústria mais visada pelos cibercriminosos.
Segundo dados do último Índice Global de Ameaças da Check Point Research (CPR), fornecedora líder global de soluções de cibersegurança, apesar de ter registado uma queda em relação ao mês de Março, o Emotet manteve a sua posição como o malware mais predominante ao longo do mês de Abril, afectando 6% das organizações em todo o mundo.
Trata-se de um software malicioso que utiliza diversos métodos e técnicas de evasão para manter a sua persistência e evitar a sua detecção, podendo ser disseminado através de e-mails de spam de phishing contendo anexos ou links maliciosos, basicamente, e-mails enganadores que, através de fraudes e truques, manipulam as pessoas com o objectivo de obter informações confidenciais.
Devido às suas sofisticadas técnicas de propagação e assimilação, este malware vem sendo recentemente privilegiado pelos cibercriminosos nos seus ataques às organizações, prevalecendo como o mais impactante, seguido de perto pelo infostealer Formbook – um malware que recolhe credenciais de vários navegadores, capturas de ecrã, monitoriza e regista teclas – com impacto em 3% das organizações e AgentTesla com um impacto global de 2%.
Mais abaixo no índice, indica a fonte, o Lokibot, outro “ladrão de informação”, voltou a entrar na família de malwares mais prevalentes em Abril, em sexto lugar após uma campanha de spam de alto impacto, implementando um malware através de ficheiros feitos para parecerem facturas legítimas.
Relativamente as indústrias mais atacadas, o último Índice Global de Ameaças da Check Point Research revela que, ao longo do mês de Abril, a Educação/Investigação figurou como o sector mais visado pelos cibercriminosos, seguido pela Administração Pública/Indústria Militar e dos provedores de serviços gerenciados (ISP/MSP). Ao nível do continente africano, o sector ISP\MSP lidera à frente das Comunicações, seguindo-se da Administração Pública\Sector Militar como a área mais afectada por ataques no continente.
















