Fly Modern Ark alerta para necessidade urgente de US$ 10 milhões na LAM e declara-se disponível para voltar ao processo de reestruturação

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A Fly Modern Ark (FMA), empresa sul-africana que anteriormente liderou o processo de reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), revelou que a companhia aérea necessita urgentemente de um resgate financeiro de, pelo menos, 10 milhões de dólares norte-americanos para manter as operações. A FMA, que se afastou da reestruturação em Setembro deste ano, manifestou à agência Lusa sua disposição em retomar o processo, caso seja necessário.

Durante os 15 meses em que a FMA esteve à frente do plano de reestruturação da LAM, a frota da companhia moçambicana foi reduzida drasticamente de dez para três aeronaves, o que comprometeu a sua capacidade operacional e gerou pressão sobre a continuidade dos serviços. Segundo Theunis Christian de Klerk Crous, sócio da FMA, a intervenção da empresa foi essencial para estabilizar a companhia, apesar dos desafios significativos enfrentados, como a falta de uma frota renovada e de financiamento adequado para assegurar a manutenção dos aviões.

Em comunicado, a FMA expressou “grande preocupação” com a suspensão da LAM do sistema de compensação da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), situação que foi agravada pelo aumento de dívidas não honradas, agora avaliadas em cerca de 3 milhões de dólares. A FMA afirmou que, durante o período em que esteve no comando, tomou medidas para controlar as despesas através da suspensão de pagamentos via IATA, o que resultou numa redução de custos operacionais. Contudo, após a sua saída, os gastos aumentaram e os preços dos bilhetes subiram, contrariando a política de redução de preços de 30% implementada pela FMA.

A transição da gestão foi oficializada em Julho, com a nomeação de Américo Muchanga como presidente da LAM, marcando o início de uma nova liderança para a companhia. A FMA, porém, recorda que o período de 15 meses foi insuficiente para realizar uma reestruturação completa, tarefa considerada por muitos como “impossível” dentro desse prazo. A empresa reiterou o compromisso de apoiar Moçambique, se necessário, aproveitando sua experiência no setor aéreo tanto em âmbito nacional quanto internacional.

A reestruturação da LAM teve lugar num momento crítico, marcado por graves dificuldades financeiras, incluindo uma dívida acumulada de aproximadamente 400 milhões de dólares.

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