Governo Reitera Suspensão da Mineração em Manica e Reforça Acção Contra Crimes Ambientais

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O Executivo mantém o embargo às actividades mineiras na província enquanto decorre a avaliação técnica da situação ambiental e aprofunda medidas para travar danos ecológicos e responsabilizar infractores.

Questões-Chave:
  • A suspensão da actividade mineira em Manica mantém-se até conclusão total da avaliação ambiental;
  • Comissão técnica multissectorial reforça verificações no terreno para conter danos ecológicos;
  • Detenções de cidadãos e entidades envolvidas em crimes ambientais continuam;
  • Governo rejeita pedido da FDEM para levantamento imediato da suspensão;
  • Prioridade é devolver normalidade à zona, evitar poluição e travar destruição de fauna e flora.

O Governo reafirmou que a suspensão da actividade mineira na província de Manica permanece em vigor por tempo indeterminado, até que seja concluída a avaliação ambiental em curso. A decisão, segundo o porta-voz do Executivo, visa travar crimes ambientais, evitar danos irreversíveis e garantir que nenhuma empresa, pessoa ou grupo retome operações enquanto persistirem actividades ilegais.

Suspensão Mantém-se e Detenções Continuam em Manica

O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, reiterou que o embargo às actividades mineiras em Manica — que já levou à detenção de vários indivíduos, incluindo representantes de entidades formais — continuará até que “todos os desmandos ambientais cometidos no exercício da actividade mineira sejam devidamente esclarecidos e responsabilizados”.
Segundo o responsável, os detidos estão a ser notificados pela justiça e deverão responder pelos crimes cometidos no âmbito da exploração mineral irregular.

FDEM Pede Levantamento da Suspensão, mas Governo Rejeita

Na semana passada, a Federação de Desenvolvimento Empresarial de Moçambique solicitou o levantamento imediato da suspensão, alegando que parte das empresas estaria a operar dentro da legalidade.
Contudo, o Governo rejeitou o pedido, argumentando que subsistem evidências de exploração ílicita, com operadores que actuam “indevidamente”, tornando impossível a retoma sem que a situação ambiental e legal esteja completamente estabilizada.

Impissa reforçou que nenhuma norma permite que quem viola a lei escape à responsabilização, sublinhando que o levantamento só ocorrerá quando for seguro e sustentável retomar as operações.

Comissão Multissectorial Aprofunda Avaliação no Terreno

A comissão técnica multissectorial continua a actuar em Manica com o objectivo de diagnosticar os danos ambientais e definir medidas de mitigação.
O grupo, composto por quadros dos ministérios da Agricultura, Recursos Minerais e Energia, Obras Públicas, Recursos Hídricos, Economia, Trabalho, Género, Saúde e pela Procuradoria-Geral da República, está concentrado em apurar com precisão o impacto da mineração ilegal.

Segundo o Executivo, a poluição dos cursos de água, o desaparecimento de espécies, a degradação dos solos e o comprometimento de ecossistemas essenciais à agricultura e à pecuária estão entre os problemas mais graves identificados durante as verificações.

Poluição e Danos Ecológicos Aprofundam a Crise Ambiental

O Governo alertou que a agressão ambiental provocada pela mineração ilegal tornou imprópria a água usada pelas comunidades, prejudicou habitats naturais e acelerou processos de erosão que ameaçam a estabilidade ecológica da província.

A prioridade imediata passa por proteger a população, restaurar o equilíbrio ambiental e assegurar que eventuais futuras actividades mineiras ocorram em estrito cumprimento da legislação e das normas de sustentabilidade.

Restabelecer a Legalidade e Evitar Nova Crise Ambiental

A suspensão mantém-se como uma medida preventiva e correctiva essencial, até que a normalidade e a legalidade estejam plenamente restabelecidas.
O Governo compromete-se a reforçar a fiscalização, a actuar contra qualquer operador que viole as normas e a garantir que apenas actividades devidamente licenciadas, controladas e sustentáveis possam regressar à província.

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