
Lançado Projecto Piloto de Integração Modal para Reduzir o Congestionamento na Área Metropolitana de Maputo
Questões-Chave
- Iniciativa do Governo combina transporte rodoviário e ferroviário com bilhética electrónica unificada;
- Fase piloto envolve 15 autocarros e ligação com automotoras nas estações de Matola Gare, Daniel e Machava;
- Medida visa descongestionar vias e paragens, reduzir número de tarifas e aumentar eficiência da mobilidade urbana;
- Estratégia será expandida gradualmente para outros municípios da província e poderá resultar em tarifa diária única no futuro.
Com o objectivo de combater o congestionamento crónico e melhorar a mobilidade urbana, o Governo moçambicano lançou um projecto piloto de transporte intermodal que combina autocarros e comboios, iniciando uma nova fase de integração de serviços públicos na área metropolitana de Maputo. A iniciativa foi formalmente apresentada a 18 de Junho pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe.
A integração modal agora em curso resulta de uma coordenação inédita entre os serviços rodoviários e ferroviários, articulando 15 autocarros com capacidade para 90 passageiros cada, aos serviços das automotoras da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), ao longo da linha férrea de Ressano Garcia. O projecto prevê atender os bairros periféricos das cidades da Matola e Maputo, assegurando transporte contínuo desde os bairros até às estações e, daí, aos centros urbanos.
Na estação de Matola Gare, os autocarros servem Tchumene, Terceira Rotunda da Circula e Uamatibwana. Em Daniel, o foco está em Malhapwene, Tsalala e Khobe, e na Machava em Socimol, Bedene e Patrice Lumumba. Em Maputo, os terminais da Praça dos Combatentes e do Museu estão integrados.
“Trata-se de uma iniciativa que tem por objectivo colocar o passageiro no centro das políticas públicas de transporte”, afirmou o ministro Matlombe.
A fase piloto do projecto terá a duração de 60 dias, devendo servir como base para a futura expansão do modelo a outros municípios como Marracuene, Boane e Matola-Rio.
Bilhética Electrónica Unificada: Inovação e Subsídio Social
Uma das inovações centrais do novo sistema é a introdução da bilhética electrónica unificada, permitindo que o passageiro utilize um único cartão recarregável para aceder a autocarros e comboios, sem custos adicionais por transferência entre os dois modos de transporte. O objectivo é reduzir o número de passagens pagas e facilitar o acesso, principalmente para grupos sociais mais vulneráveis.
“Neste momento, com a consolidação deste modelo, mostra-se que é possível fazer a integração com uma única tarifa”, sublinhou o ministro.
O sistema baseia-se no mecanismo já utilizado pelos CFM e poderá futuramente sustentar a introdução de uma tarifa diária única, aumentando a previsibilidade e reduzindo custos para os utentes.
Segundo Matlombe, a bilhética permite também ao Governo identificar e subsidiar grupos prioritários, como estudantes e idosos, de forma mais eficiente e transparente.
Transformação Urbana e Mudanças Sistémicas
Além da integração modal, o Governo lançou, em 2024, a proposta de escalonamento dos horários de trabalho na capital e na Matola, atrasando em uma hora a abertura de supermercados, comércio retalhista e instituições públicas, com o objectivo de retirar até 55 mil passageiros das estradas nas horas de ponta.
“O problema do transporte, sobretudo nas cidades de Maputo e Matola, exige soluções arrojadas e imediatas”, advertiu Matlombe.
A expectativa é que, com base no sucesso do projecto piloto, se crie um novo paradigma de mobilidade urbana: mais acessível, eficiente, sustentável e orientado para o cidadão.
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