CFM Aumenta Carga Ferroviária Em 8%, Mas Lucro Recua 23% Em 2025

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  • A empresa transportou 29,61 milhões de toneladas de carga no sistema ferroviário e movimentou 68,87 milhões de toneladas nos portos, mas registou uma quebra no transporte de passageiros, redução da actividade nos terminais sob gestão directa e deterioração da rentabilidade operacional. Cheias, instabilidade pós-eleitoral, escassez de divisas e 104 descarrilamentos condicionaram o desempenho.

Questões-Chave

  • O sistema ferroviário nacional transportou 29,61 milhões de toneladas de carga, mais 8% do que em 2024, mas cumpriu apenas 88% da meta anual.
  • Nas linhas directamente operadas pelos CFM, a carga aumentou 11%, para 14,32 milhões de toneladas.
  • O transporte ferroviário de passageiros caiu 18%, para cerca de 5,6 milhões de pessoas, devido sobretudo à interrupção de serviços provocada pelas cheias.
  • A carga portuária global cresceu 4%, para 68,87 milhões de toneladas, enquanto os terminais sob gestão directa dos CFM registaram uma redução de 14%.
  • As receitas de vendas e serviços aumentaram 4,1%, para 21,39 mil milhões de Meticais, mas o resultado líquido caiu 22,7%, para 1,99 mil milhões.
  • O resultado operacional recuou 51,7%, evidenciando que o crescimento da carga não foi suficiente para compensar o aumento dos custos e as perturbações operacionais.
  • Os CFM investiram 3,25 mil milhões de Meticais em projectos ferro-portuários, correspondentes a apenas 58% do orçamento de investimento aprovado.
  • Os 104 descarrilamentos registados durante o ano provocaram danos nas linhas avaliados em cerca de 512 milhões de Meticais.

Os Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, CFM, encerraram 2025 com um crescimento expressivo da carga ferroviária e da movimentação portuária global, mas com uma redução significativa do transporte de passageiros, deterioração dos resultados operacionais e queda de 23% no lucro líquido.

O sistema ferroviário transportou 29,61 milhões de toneladas de mercadorias, representando um aumento de 8% relativamente a 2024. Apesar da expansão, o volume correspondeu a apenas 88% das 33,58 milhões de toneladas inicialmente planificadas.

Nas linhas directamente exploradas pela empresa, foram transportadas 14,32 milhões de toneladas, mais 11% do que as 12,87 milhões registadas no ano anterior. Ainda assim, a execução ficou em 90% da meta de 15,95 milhões de toneladas.

Em sentido contrário, o transporte de passageiros caiu para 5.598.812 pessoas, contra 6.623.865 em 2024, uma redução de aproximadamente 18%. A empresa atribui a descida à suspensão de serviços ferroviários provocada pelas cheias nos corredores Sul e Centro.

O desempenho mostra uma empresa capaz de aumentar a sua participação no transporte de mercadorias, mas ainda exposta a falhas de infra-estrutura, fenómenos climáticos, restrições financeiras e interrupções que afectam tanto a rentabilidade como a prestação do serviço público.

Mercadorias Ganham Peso Na Actividade Ferroviária

A expansão da carga confirma a crescente importância dos corredores ferroviários moçambicanos para o comércio regional.

Os CFM exploram directamente as linhas de Ressano Garcia, Limpopo e Goba, no Sul, e o sistema ferroviário da Beira, que compreende as linhas de Sena e Machipanda e o ramal de Marromeu.

Estas ligações permitem o escoamento de minérios, combustíveis, produtos agrícolas, contentores e outras mercadorias provenientes de Moçambique e dos países do hinterland, incluindo África do Sul, Eswatini, Zimbabwe, Malawi e Zâmbia.

A linha do Limpopo, por exemplo, voltou a ganhar relevância com o início do transporte ferroviário de concentrado de lítio proveniente do Zimbabwe para o Porto de Maputo. Em Julho de 2026, operadores ferroviários zimbabweanos e privados realizaram o primeiro envio de mil toneladas a partir da mina de Gwanda, numa ligação com cerca de mil quilómetros até ao porto moçambicano. 

Este movimento demonstra que o crescimento futuro dos CFM poderá depender cada vez mais da capacidade de captar novas cargas minerais, agrícolas e industriais produzidas nos países vizinhos.

Mas o aumento dos volumes exige regularidade, segurança e menores tempos de trânsito. Num corredor logístico, a disponibilidade da linha, a rapidez nas fronteiras, a eficiência portuária e a previsibilidade das operações são tão importantes quanto a capacidade nominal da infra-estrutura.

Crescimento Ficou Abaixo Das Metas

Embora os 29,61 milhões de toneladas representem uma evolução positiva, a diferença entre o volume transportado e o plano anual revela capacidade ainda não utilizada.

No sistema ferroviário global, ficaram por transportar cerca de quatro milhões de toneladas relativamente à meta. Nas linhas directamente geridas pelos CFM, a diferença aproximou-se de 1,63 milhão de toneladas.

Esta distância pode reflectir factores que não dependem exclusivamente da empresa, incluindo disponibilidade de carga nos países de origem, limitações de material circulante, atrasos fronteiriços, interrupções das linhas e capacidade operacional dos parceiros ferroviários regionais.

O desempenho dos corredores é interdependente. Uma locomotiva ou linha eficiente em Moçambique não elimina os constrangimentos existentes nas redes do Zimbabwe, Malawi ou África do Sul.

A criação do Comité Conjunto da Fronteira Forbes–Machipanda, em Julho de 2026, procura precisamente harmonizar horários, inspecções e procedimentos entre Moçambique e Zimbabwe, reduzindo atrasos no Corredor da Beira. 

Para os CFM, aproximar os volumes das metas exigirá, portanto, uma combinação entre investimentos internos, coordenação regional e contratos comerciais capazes de assegurar fluxos regulares de mercadorias.

Passageiros Recuam Em Mais De Um Milhão

A redução de 18% no transporte de passageiros corresponde a uma perda de mais de um milhão de utilizadores num único ano.

A empresa transportou cerca de 5,6 milhões de passageiros, com uma realização equivalente a 85% do plano. A interrupção de comboios provocada pelas cheias afectou sobretudo as zonas urbanas, periurbanas e de longo curso nos sistemas Sul e Centro.

A quebra evidencia a vulnerabilidade do transporte público ferroviário aos eventos climáticos.

Ao contrário da carga, cuja receita pode ser parcialmente recuperada através de novos contratos ou do aumento de volumes posteriores, a viagem de um passageiro que não foi realizada representa uma perda imediata de mobilidade, receita e produtividade.

Para milhares de trabalhadores e estudantes, o comboio constitui uma alternativa de menor custo ao transporte rodoviário. A interrupção do serviço transfere passageiros para autocarros e “chapas”, aumenta a pressão sobre as estradas e eleva os custos das famílias.

O transporte de passageiros representa também uma obrigação de serviço público. A sua avaliação não deve limitar-se à rentabilidade financeira, mas incluir o contributo para a mobilidade urbana, inclusão social, redução do congestionamento e acesso ao emprego.

Portos Crescem, Mas Gestão Directa Perde Carga

No sistema portuário global, foram manuseadas 68,87 milhões de toneladas métricas em 2025, mais 4% do que no ano anterior. O volume correspondeu a cerca de 89% da meta anual.

O resultado reflecte o desempenho combinado dos terminais directamente administrados pelos CFM e das infra-estruturas concessionadas a operadores privados nos sistemas de Maputo, Beira e Nacala.

Nos terminais sob gestão directa dos CFM, porém, foram movimentadas apenas 13,24 milhões de toneladas, contra 15,38 milhões no ano anterior, representando uma redução de aproximadamente 14%.

Esta divergência é relevante. O sistema portuário nacional aumentou os volumes, mas a parcela directamente operada pela empresa perdeu actividade.

Parte do crescimento global terá ocorrido nos terminais concessionados, onde operadores privados realizam investimentos, captam clientes e gerem actividades especializadas.

O Porto de Maputo, por exemplo, movimentou um recorde de 32 milhões de toneladas em 2025, mais 3,4% do que no ano anterior. O volume transportado por ferrovia para aquele porto cresceu 17%, de 9,7 milhões para 11,7 milhões de toneladas. 

Os resultados mostram o potencial do modelo integrado entre porto, ferrovia, operadores privados e países do hinterland. Também colocam pressão sobre os terminais directamente administrados pelos CFM para melhorarem produtividade, equipamentos, disponibilidade operacional e capacidade comercial.

Receitas Crescem, Mas Margem Operacional Encolhe

As demonstrações financeiras apresentadas na página 4 do Relatório de Gestão e Contas mostram que as vendas de bens e serviços aumentaram de 20,54 mil milhões para 21,39 mil milhões de Meticais, um crescimento de 4,1%.

Contudo, o resultado operacional caiu de 2,48 mil milhões para 1,20 mil milhões de Meticais, uma redução de 51,7%. A margem operacional recuou de aproximadamente 12,1% para 5,6%.

A deterioração revela que o aumento das receitas foi absorvido pelo crescimento dos custos.

O custo dos inventários vendidos ou consumidos aumentou cerca de 42%, para 1,74 mil milhões de Meticais. As depreciações e amortizações cresceram 7,6%, para 6,29 mil milhões, enquanto os custos com pessoal e fornecimentos de terceiros permaneceram próximos dos níveis de 2024.

A elevada depreciação reflecte a dimensão e intensidade de capital da actividade dos CFM. Linhas, locomotivas, vagões, terminais, oficinas, equipamentos portuários e edifícios exigem manutenção e renovação permanentes.

Quanto maior for o valor dos activos, maior será também o custo contabilístico associado à sua utilização. Para preservar a rentabilidade, esses activos precisam de transportar volumes suficientes e operar com elevada disponibilidade.

Rendimentos Financeiros Amortecem A Queda

Apesar da redução do resultado operacional, os CFM beneficiaram de um aumento expressivo dos rendimentos financeiros.

Esta rubrica passou de 2,92 mil milhões para 3,94 mil milhões de Meticais, um crescimento de 35,2%. Os ganhos incluíram dividendos recebidos de empresas participadas, rendimentos de aplicações financeiras e diferenças cambiais favoráveis.

Em contrapartida, os gastos financeiros aumentaram 73,2%, de 1,08 mil milhões para 1,87 mil milhões de Meticais, afectados sobretudo por juros e diferenças cambiais desfavoráveis.

O resultado antes de impostos caiu 24,3%, para 3,26 mil milhões de Meticais, enquanto o resultado líquido diminuiu de 2,58 mil milhões para 1,99 mil milhões. A margem líquida reduziu-se de 12,6% para 9,3%.

Os números revelam uma dependência relevante dos rendimentos financeiros e das participações empresariais para compensar a menor rentabilidade da actividade operacional.

Esta estrutura não é necessariamente negativa, dado que os CFM possuem participações em empresas portuárias, ferroviárias e logísticas. Contudo, a sustentabilidade de longo prazo exige que a operação principal — transportar passageiros e mercadorias e manusear carga — produza margens adequadas para financiar manutenção e expansão.

Lucro Mantém Remuneração Do Estado

Apesar da redução, a empresa encerrou o exercício com um resultado líquido positivo de 1,99 mil milhões de Meticais.

A aplicação aprovada distribuiu 10% para a reserva de investimento, 45% para a reserva social e 45% para dividendos ao Estado. A parcela destinada ao accionista único corresponde a aproximadamente 897,2 milhões de Meticais.

No exercício anterior, o Estado tinha recebido uma parcela superior a mil milhões de Meticais, reflectindo o maior lucro registado em 2024.

A política de dividendos coloca uma escolha estratégica para o accionista público: equilibrar a necessidade de receitas para o Orçamento do Estado com a necessidade de reter capital para modernizar infra-estruturas.

Numa empresa com activos ferroviários e portuários intensivos em capital, a distribuição elevada de resultados pode reduzir a capacidade de autofinanciamento, aumentando a dependência de crédito e garantias públicas para novos projectos.

Investimento Fica Em 58% Do Orçamento

Os CFM investiram 3,25 mil milhões de Meticais, equivalentes a cerca de US$51,4 milhões, em projectos ferro-portuários durante 2025.

O montante representa apenas 58% do orçamento de investimento aprovado.

Entre os projectos em curso encontram-se a duplicação e modernização da Linha de Ressano Garcia, a reabilitação da Estação da Machava, a aquisição e instalação de equipamentos de telecomunicações ferroviárias e intervenções nos portos de Nacala, Pemba e no Complexo Portuário de Maputo.

A execução abaixo do previsto pode resultar de atrasos nos concursos, dificuldades de importação, escassez de divisas, desembolsos tardios ou limitações de capacidade dos empreiteiros.

O atraso do investimento tem efeitos que ultrapassam o exercício financeiro. Projectos adiados prolongam custos de manutenção, mantêm limitações de velocidade e capacidade e aumentam a exposição das linhas a acidentes e interrupções.

Para uma empresa que pretende elevar volumes, a execução do investimento é tão importante quanto a disponibilidade do financiamento.

Descarrilamentos Produzem Danos De 512 Milhões De Meticais

O ano foi marcado por 104 descarrilamentos, dos quais 43 ocorreram no sistema ferroviário Sul e 61 na região Centro.

Os danos causados às linhas foram estimados em aproximadamente 512 milhões de Meticais.

O número representa, em média, dois descarrilamentos por semana.

Nem todos os incidentes terão a mesma gravidade, mas a frequência afecta a disponibilidade da rede, aumenta custos de reparação, provoca atrasos, reduz a confiança dos clientes e expõe trabalhadores, passageiros e comunidades a riscos.

A redução dos acidentes exige renovação da via, manutenção preventiva, controlo das cargas por eixo, monitoria digital, formação das equipas e maior disciplina operacional.

A auditoria e a gestão de segurança devem igualmente permitir distinguir incidentes provocados pelo estado da infra-estrutura, falhas do material circulante, erro humano, sabotagem ou condições meteorológicas.

Cheias E Instabilidade Atingem A Operação

Para além dos descarrilamentos, os CFM enfrentaram a contracção da actividade económica no primeiro trimestre, manifestações pós-eleitorais, bloqueio de vias, saque de estabelecimentos, escassez de divisas e dificuldades na importação de combustíveis e outros produtos.

As perturbações reduziram o fluxo de mercadorias, afectaram serviços de passageiros e limitaram a disponibilidade de materiais e equipamentos para manutenção.

A exposição climática representa um desafio particularmente importante.

As linhas ferroviárias atravessam zonas sujeitas a cheias, erosão, ciclones e deslizamentos. Quando uma secção é interrompida, todo o corredor pode perder capacidade, mesmo que o porto e os restantes segmentos permaneçam operacionais.

O Banco Mundial considera que a melhoria dos corredores moçambicanos deve integrar conectividade, resiliência climática e segurança, reconhecendo o papel do país como plataforma de trânsito para economias sem acesso directo ao mar. 

Para os CFM, a adaptação climática deve passar da resposta após o desastre para a antecipação dos riscos, através de drenagem, elevação de plataformas, reforço de pontes, monitoria hidrológica e planos alternativos de circulação.

Activos Superam 101 Mil Milhões De Meticais

O activo total dos CFM aumentou 2,5%, para 101,07 mil milhões de Meticais.

O capital próprio cresceu para 49,88 mil milhões, enquanto os passivos subiram 3,1%, para 51,19 mil milhões de Meticais. Os empréstimos obtidos aumentaram 8,4%, para 15,25 mil milhões.

A caixa e equivalentes cresceram 28%, para 6,99 mil milhões de Meticais, contribuindo para uma ligeira melhoria do rácio da dívida líquida sobre o capital próprio, de 41% para 40%.

A posição financeira mostra uma empresa com uma base patrimonial relevante e capacidade para mobilizar financiamento.

Contudo, parte da dívida está denominada em moeda estrangeira, expondo a empresa às flutuações cambiais. Uma depreciação do Metical aumenta o valor contabilístico e o custo do serviço dos empréstimos em dólares, euros ou outras moedas.

Esta exposição reforça a importância das receitas geradas por cargas internacionais e dos dividendos provenientes de participações ligadas ao comércio externo.

Auditoria Não Identifica Distorções Materiais

As demonstrações financeiras foram auditadas pela KPMG, que emitiu uma opinião sem reservas, concluindo que as contas apresentam de forma apropriada a posição financeira e o desempenho dos CFM.

A Direcção de Auditoria Interna também declarou não ter identificado distorções materiais, fraudes ou incumprimentos relevantes, recomendando a continuidade das práticas de controlo interno verificadas.

O Conselho Fiscal, embora tenha emitido parecer favorável, chamou atenção para a redução do resultado líquido e para os impactos da escassez de divisas, manifestações, bloqueios e destruição de infra-estruturas.

A qualidade da informação financeira é particularmente importante num grupo que combina gestão directa, concessões, participações societárias, financiamentos internacionais e obrigações de serviço público.

Formação Procura Sustentar Modernização

Os CFM encerraram o ano com 5.372 trabalhadores. Durante o exercício, 88 funcionários deixaram a empresa por reforma, dos quais 51 por limite de idade e 37 por aposentação voluntária.

A empresa formou 1.548 colaboradores em áreas como operação ferroviária, manutenção, operação portuária, tecnologias de informação e segurança.

A renovação do capital humano será decisiva numa actividade cada vez mais dependente de sistemas digitais, sinalização, telecomunicações, equipamentos especializados e gestão integrada dos corredores.

O investimento em infra-estruturas físicas precisa de ser acompanhado pela formação de maquinistas, técnicos de via, operadores portuários, engenheiros, especialistas em logística e gestores comerciais.

Crescimento Da Carga Precisa De Se Converter Em Rentabilidade

Os resultados de 2025 apresentam duas realidades simultâneas.

A primeira é positiva: a carga ferroviária aumentou, os portos movimentaram mais mercadorias e o sistema manteve a sua função estratégica no comércio nacional e regional.

A segunda é mais exigente: o transporte de passageiros diminuiu, a carga ficou abaixo das metas, os terminais sob gestão directa perderam volumes, o resultado operacional caiu para menos de metade e apenas 58% do orçamento de investimento foi executado.

A capacidade dos CFM para transformar crescimento físico em desempenho económico dependerá da redução dos descarrilamentos, recuperação dos terminais directamente administrados, maior execução dos investimentos e integração mais eficiente com os operadores dos países vizinhos.

A empresa encontra-se numa posição privilegiada para captar o crescimento do comércio regional, dos minerais críticos, da agricultura e dos projectos energéticos.

Mas, num mercado em que os corredores competem entre si, a vantagem geográfica de Moçambique só produzirá resultados quando for acompanhada por segurança, previsibilidade, velocidade e custos logísticos competitivos.