
Moçambique entra na solução de energia eléctrica para África do Sul
Moçambique é um actor-chave no fornecimento de energia eléctrica à vizinha África do Sul, com vista a colmatar os constrangimentos que o País enfrenta actualmente, neste domínio.
Considerado o maior produtor de electricidade no continente, a RAS importa, neste momento, de Moçambique 75 por cento da produção total da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).
Cyril Ramaphosa anunciou, há dias, que a África do Sul importou 300MW de energia ecléctica dos países vizinhos para fazer face aos cortes constantes de electricidade, de 12 horas por dia, que continuam a afectar os sul-africanos.
“Através de um acordo de ‘pool’ de energia regional, já importamos 300MW de capacidade de países vizinhos e estamos a trabalhar para aumentar mais 1000 MW” anunciou o chefe de Estado sul-africano, sem avançar detalhes.
Falando na Feira de Minas, African Mining lndaba 2023, na Cidade do Cabo, o Presidente sul-africano adiantou que “além da crise energética e dos problemas nas operações portuárias e ferroviárias, as perspectivas para o próximo ano foram prejudicadas por preocupações com segurança, mineração ilegal e o ritmo do programa de reformas estruturais”.
Ramaphosa sublinhou que “o governo, a indústria, o patronato e as comunidades têm a responsabilidade de assegurar que a indústria de mineração sul-africana possa crescer para se tornar competitiva globalmente”, salientando que “a crise de electricidade teve um grande impacto no sector de mineração”,
“Para realizar esses objectivos, precisamos de conseguir um fornecimento seguro de electricidade, acelerar as reformas económicas para melhorar o ambiente operacional, combater a mineração ilegal e os danos à infra-estrutura e melhorar o ambiente regulatório”, explicou.
O estadista sul-africano recordou que “há seis meses anunciamos um Plano de Acção Nacional de Energia para melhorar o desempenho das nossas centrais existentes e adicionar nova capacidade de geração à rede o mais rápidamente possível”.
Nesse sentido, o chefe de Estado sul-africano explicou que o governo sul-africano contratualizou desde então, “25 projectos representando 2800 MW de nova capacidade”, estando a “facilitar investimento de produtores privados em nova capacidade de geração”, acrescentando que “a Eskom está a considerar adquirir capacidade adicional de empresas com capacidade energética disponível”, e que o sector de mineração “está a dar passos significativos no sentido de gerar a sua própria energia eléctrica”.
Na sua intervenção, Ramaphosa salientou que o Conselho de Minerais da África do Sul, que representa as empresas mineradoras, “desenvolveu cerca de 89 projectos de geração de energia integrada desde o levantamento das restrições de licenciamento, com foco em soluções de energia renovável como solar, eólica e armazenamento em baterias”.
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