
Necessários 1000 milhões de meticais para recuperar canavial perdido na Manhiça
Os dados da avaliação preliminar, indicam que serão necessários cerca de mil milhões de meticais só para recuperar a área perdida da plantação de cana-de-açúcar no distrito da Manhiça, Província de Maputo, que se encontram ainda inundadas em consequência das chuvas intensa que se assolaram a região na última semanas.

Do valor acima indicado, 650 milhões de meticais são necessários para o replantio e cerca de 350 milhões de meticais para reposição de infraestrutura de transportes e drenagem, diques entre outras.
Os campos estão ainda submersos e é necessário esperar por mais 6 a 8 semanas para se poder fazer uma avaliação mais exaustiva e se apurar a real necessidade de reinvestimento. Isso mesmo foi constatado pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento, Celso Correia, na visita que efectuou à zona.

O Ministro revelou, na ocasião, que mesmo com o espectro de destruição e prejuízos verificados, existem garantias de estabilidade no abastecimento e nos preços do açúcar
Na visita que efectou às zonas afectadas, Celso Correia, pôde confirmar que estão submersos cerca de 10 000 hectares, facto que irá comprometer a perspectiva então existente de alcance de 2 895 366 toneladas de cana-de-açúcar, o correspondente a 315 000 (trezentos e quinze mil) toneladas de açúcar na presente campanha.
Os eventos climatéricos que afectaram o sector açucareiro, especificamente na região da Manhiça, onde está instalada a açucareira da Maragra, ocorrem numa altura em que o subsector estava a registar uma dinâmica visando o alcance o potencial da sua produção, com um crescimento anual de 7% e uma contribuição na balança comercial positiva de cerca de US$ 65 milhões de USD, com um volume anual de negócios de cerca de US$ 150 milhões.
“Tudo faremos para que estes eventos não comprometam, não apenas a produção do açúcar e seus derivados, mas também os empregos assegurados neste sector, que remontam em cerca de 7 000 (sete mil) trabalhadores sazonais, o que afectaria o dia-a-dia de cerca de 15 000 famílias.” Disse o Ministro.
O Ministro convidou os agentes do sector, os produtores individuais, produtores industriais, a Associação dos Produtores do Açúcar, e a Distribuição Nacional de Açúcar, a juntamente com o MADER, a aprofundar a avaliação dos danos reais causados destas intempéries, e realizar uma reflexão sobre métodos de produção resilientes que possam fazer face a esta realidade no futuro.
“As mudanças climáticas vieram para ficar e os nossos métodos e abordagens devem ajustar-se à elas e nunca pensar no contrário”, frisou Celso Correia.
A Província de Maputo é a maior produtora de açúcar do país, com uma área plantada de cerca de 29.300ha e capacidade de produção de cerca de 330 mil toneladas. Mas, as recentes intempéries, afectaram mais de 15.000ha de cana-de-açucar, cerca de 51% da área total, onde cerca de 8.500ha de cana-de-açucar é dos produtores subcontratados.
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