
Nigéria reduz taxa de reservas obrigatórias de 10,32% para 5%, para bancos que concedem credito exclusivamente à empresas
O banco central da Nigéria cortou o requisito de reserva obrigatória para os bancos que emprestam exclusivamente a empresas, numa tentativa de aumentar a disponibilidade de crédito e aliviar os custos dos empréstimos.
O rácio de reservas obrigatórias – o montante que os credores têm de manter com o banco central – para os chamados bancos comerciais foi reduzido de 10,32% para 5%, uma medida justificada como sendo para “para aumentar a capacidade dos bancos de beneficiarem de maior infra-estrutura, sector real e outros financiamentos de longo prazo”, segundo o Banco Central da Nigéria. Os financiadores complementam os mutuantes comerciais, que prestam serviços bancários a empresas e particulares.
A administração do Presidente Bola Tinubu quer aumentar os empréstimos para projectos de infra-estruturas e estimular o crescimento da maior economia de África. Desde que assumiu o cargo em Maio, Tinubu encerrou um subsídio aos combustíveis que custou US$ 10 mil milhões de dólares no ano passado, aliviou os controles cambiais e iniciou uma reviravolta no sector agrícola para reduzir os custos dos alimentos e criar empregos.
A nova taxa de reservas obrigatórias entrará em vigor em 1 de Agosto. Espera-se que a liquidez adicional aumente o acesso das empresas ao financiamento de longo prazo e modere os custos dos empréstimos, que chegam a 28,3%, de acordo com dados do banco central.
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