
Perspectivas de crescimento mundial a médio prazo são fracas, afirma Directora-Geral do FMI
A actividade económica global está a abrandar, especialmente no sector transformador, e as perspectivas de crescimento a médio prazo continuam fracas, afirmou a Directora Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, aos líderes financeiros do G-20, reunidos terça-feira, 18/07, na Índia
Kristalina Georgieva, dirigindo-se aos ministros das finanças e governadores dos bancos centrais do G20 na reunião doi Grupo que decorreu no Estado de Gujarat, no oeste da Índia, disse que a divergência na situação económica dos países é uma preocupação persistente.
A inflação estava finalmente com tendência de queda, disse ela, embora “a inflação global ainda seja muito alta e a inflação central permaneça pegajosa, apesar do aperto significativo da política monetária”.
Ainda assim, a inflação pode permanecer mais alta por mais tempo e exigir ainda mais aperto da política, alertou.
“Embora haja progressos, o trabalho ainda não está feito – a política monetária deve manter o curso. Uma celebração prematura pode reverter os ganhos duramente conquistados até agora no processo de desinflação.”
A redução da inflação é uma prioridade para os países, disse Georgieva, juntamente com esforços como a reconstrução de amortecedores orçamentais e reformas favoráveis ao crescimento.
“Para apoiar estes esforços de reforma, o Fundo irá também expandir o seu trabalho na mobilização de recursos internos, na melhoria da qualidade das despesas dos países, na construção de mercados de capitais profundos e na melhoria do ambiente para o investimento privado – tanto nacional como estrangeiro”, afirmou.
Sublinhou a necessidade de reforçar a rede de segurança financeira global, incluindo a revisão dos recursos das quotas do FMI, fundamental para garantir a previsibilidade do poder de fogo do FMI, que diminuiu em termos relativos.
A Chefe do FMI também destacou os progressos feitos no restabelecimento da sustentabilidade da dívida após um recente acordo sobre a reestruturação da dívida da Zâmbia.
Ainda assim, “o processo de reestruturação da dívida ainda precisa de ser mais rápido e eficaz”, disse. “Os custos dos atrasos na obtenção de um acordo sobre os tratamentos necessários da dívida são suportados de forma aguda pelos países mutuários e pelas suas populações, que são os menos capazes de suportar este fardo.”
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