Petróleo Mantém-Se Estável À Medida Que Os Mercados Antecipam Reabertura Do Governo Dos EUA

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Os preços do Brent e do WTI recuaram ligeiramente, após ganhos na sessão anterior, enquanto os investidores monitorizam o fim do impasse político em Washington e os efeitos das sanções impostas à Lukoil e à Rosneft.

Questões-Chave:
  • O Brent desceu 0,12%, para 65,08 USD por barril, e o WTI recuou 0,11%, para 60,97 USD;
  • A votação na Câmara dos Representantes visa restabelecer o financiamento governamental até 30 de Janeiro;
  • Analistas preveem recuperação da confiança e do consumo energético com a reabertura do Governo;
  • As sanções impostas pelos EUA à Lukoil e à Rosneft continuam a dar suporte aos preços;
  • Refinerias chinesas começam a procurar petróleo alternativo fora da Rússia.

Os preços do petróleo mantiveram-se praticamente inalterados na quarta-feira, após a forte valorização registada na sessão anterior, com os mercados atentos à reabertura do Governo dos Estados Unidos, um desenvolvimento que poderá reforçar a confiança dos consumidores e impulsionar a procura de crude na maior economia do mundo.

O Brent recuou 0,12%, fixando-se em 65,08 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) caiu 0,11%, para 60,97 dólares. Os recuos ligeiros ocorrem depois de ganhos superiores a 1,5% na véspera, impulsionados pela expectativa de resolução da mais longa paralisação governamental da história norte-americana.

A Câmara dos Representantes, dominada pelos republicanos, deverá votar uma proposta aprovada pelo Senado que restabelece o financiamento das agências federais até 30 de Janeiro, pondo fim a várias semanas de bloqueio político que afectaram serviços públicos e travaram a actividade económica.

De acordo com o analista Tony Sycamore, da IG Markets, o fim do “shutdown” poderá aumentar o optimismo dos consumidores e estimular o consumo de energia, particularmente no sector do transporte aéreo, após o cancelamento de dezenas de milhares de voos nos últimos dias.

No plano geopolítico, o mercado continua atento à repercussão das sanções impostas pelos EUA à Lukoil e à Rosneft, as duas maiores companhias petrolíferas russas, o que tende a conter a oferta global e sustentar os preços. Segundo a Reuters, a refinaria chinesa Yanchang Petroleum está à procura de petróleo não russo, e a Luoyang Petrochemical, subsidiária da Sinopec, foi forçada a suspender operações de manutenção como consequência indirecta das medidas.

Estas sanções representam as primeiras acções directas contra a Rússia tomadas por Donald Trump desde o início do seu segundo mandato, intensificando as tensões entre Moscovo e Washington e introduzindo novas incertezas no equilíbrio do mercado energético global.

Com a esperada reabertura do Governo norte-americano e a persistência das sanções à Rússia, o mercado petrolífero continua num delicado ponto de equilíbrio, dividido entre sinais de recuperação da procura e riscos geopolíticos que ameaçam a estabilidade da oferta mundial.

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