Os preços do petróleo subiram mais de um dólar por barril na sexta-feira,13/01, que significa o maior ganho semanal desde Outubro, com o dólar a cair caindo para um mínimo de sete meses e outros indicadores a apontar na direcção de uma demanda crescente do maior importador de petróleo, a China.

Os contratos futuros de petróleo Brent fecharam a US$ 85,28 o barril, alta de US$ 1,25, ou 1,5%. Os contratos futuros de petróleo do West Texas Intermediate (WTI) subiram pela sétima sessão consecutiva para US$ 79,86 o barril, alta de US$ 1,47, ou 1,9%.

O Brent ganhou 8,6% esta semana, enquanto o WTI subiu 8,4%, recuperando a maior parte das perdas da semana anterior.

O índice do dólar americano caiu para o nível mais baixo em mais de sete meses, um dia depois de dados mostrarem que a inflação caiu em Dezembro pela primeira vez em 2 anos e meio, alimentando esperanças de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) desacelere os aumentos de juros que tem vindo a praticar de uma tempo à esta parte para conter a inflação.

Um dólar mais fraco tende a aumentar a demanda por petróleo, tornando-o mais barato para os compradores que possuem outras moedas.

As recentes compras de petróleo da China e a retomada do tráfego rodoviário no País também estão a alimentar as esperanças de uma recuperação da demanda na segunda maior economia do mundo, após a reabertura de suas fronteiras e o alívio das restrições devido à Covid-19.

“Todo mundo está a olhar para os indicadores de mobilidade chineses e eles apontam para cima, indicando a recuperação da demanda por petróleo e sustentando os preços”, disse o analista da UBS Giovanni Staunovo.

“A próxima coisa a observar é se isso também se traduz em importações chinesas de petróleo bruto mais altas e se as agências de energia (IEA, OPEP) irao rever em alta as suas estimativas de demanda (primeiro trimestre) ”, disse Staunovo.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, incluindo a Rússia, irao se reunir em Fevereiro para avaliar as condições do mercado, e há receios de que o grupo possa cortar a produção de petróleo novamente para elevar os preços após as recentes quedas.

A Opep+ havia anunciado um corte de produção de 2 milhões de barris por dia em Outubro, quando os preços globais do petróleo caíram abaixo de US$ 90 o barril.

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