Petróleo regista subida com investidores a regressar das férias e atentos à recuperação da China

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Os preços do petróleo registaram uma subida na quinta-feira, o primeiro dia de transacções de 2025, impulsionados pelo regresso dos investidores após o período festivo e pelo interesse na recuperação económica da China, assim como na procura de combustível, após a promessa do presidente Xi Jinping de estimular o crescimento.

Os contratos futuros do Brent subiram 17 cêntimos (0,06%), atingindo os 74,82 dólares por barril às 05h47 GMT, depois de encerrarem a última sessão de 2024 com um aumento de 65 cêntimos. Já os futuros do West Texas Intermediate (WTI) aumentaram 19 cêntimos (0,26%), situando-se nos 71,91 dólares por barril, após um acréscimo de 73 cêntimos na sessão anterior.

Num discurso de Ano Novo, Xi Jinping anunciou na terça-feira que a China adoptará políticas mais proactivas para fomentar o crescimento em 2025.

Embora a actividade industrial chinesa tenha registado crescimento em Dezembro, de acordo com o índice Caixin/S&P Global divulgado na quinta-feira, este foi inferior ao esperado, reflectindo preocupações com as perspectivas comerciais e as tarifas propostas pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump. De igual modo, os dados oficiais apontaram um crescimento limitado na actividade industrial, enquanto os sectores de serviços e construção apresentaram sinais de recuperação.

Segundo Tony Sycamore, analista de mercado da IG, os traders estão a ponderar os riscos geopolíticos crescentes, bem como o impacto das políticas comerciais norte-americanas. Sycamore destacou ainda que a divulgação do índice ISM da indústria transformadora dos EUA, prevista para sexta-feira, será determinante para os movimentos do petróleo bruto.

Tendências para 2025

As previsões para 2025 apontam para preços do petróleo a oscilar entre os 70 e os 80 dólares por barril. Esta estabilidade deve-se ao equilíbrio entre uma oferta crescente e uma procura moderada. Estima-se que países fora da OPEP+, como os Estados Unidos, Canadá, Brasil e Guiana, aumentem a produção em cerca de 1,6 milhões de barris por dia, enquanto os cortes de produção da OPEP+ deverão ser reduzidos gradualmente, contribuindo para um excedente de oferta de aproximadamente 700.000 barris diários

A procura global por petróleo deverá crescer cerca de 1,2 milhões de barris por dia, liderada por países fora da OCDE, como a Índia e a China. Contudo, a transição energética e o aumento da adopção de veículos eléctricos podem exercer pressão descendente sobre os preços, especialmente no longo prazo.

O Goldman Sachs prevê que os preços do petróleo se mantenham em torno dos 76 dólares por barril em 2025, enquanto o Bank of America antecipa uma média de 80 dólares, com possibilidade de descida caso o excedente de oferta persista.

Factores de incerteza

As tensões geopolíticas, particularmente no Médio Oriente, e as políticas comerciais dos EUA poderão introduzir volatilidade no mercado. Adicionalmente, a interrupção das exportações de gás pela Rússia através de gasodutos da era soviética, embora esperada, é um exemplo das incertezas que poderão moldar o sector energético em 2025.

Em suma, o mercado petrolífero em 2025 será caracterizado por um equilíbrio delicado, com desafios na procura e oferta que poderão influenciar os preços, mantendo o sector sob estreita observação.

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