
Petróleo Sobe Com Esperanças de Acordo Comercial Entre os EUA e a China
Otimismo sobre entendimento bilateral atenua receios de excesso de oferta e reacende expectativa de maior procura global.
- O Brent sobe 0,7%, atingindo US$ 66,40 por barril, enquanto o WTI avança 0,75% para US$ 61,96;
- Recuperação sucede aos fortes ganhos da semana anterior (8,9% no Brent e 7,7% no WTI);
- Expectativas de um “acordo-quadro comercial” entre Washington e Pequim reforçam sentimento positivo nos mercados;
- Sanções adicionais contra a Rússia também sustentam preços, embora persistam receios de oferta excessiva;
- Previsões da EIA apontam média de US$ 62/barril para o Brent no último trimestre de 2025.
Os preços do petróleo abriram a semana em alta nos principais mercados internacionais, impulsionados pela expectativa de um entendimento comercial entre os Estados Unidos e a China, que poderá aliviar tensões e reforçar a procura global de energia.
Na abertura desta segunda-feira, o Brent registava uma valorização de 0,7%, para US$ 66,40 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subia 0,75%, para US$ 61,96. As cotações seguem a tendência positiva da semana anterior, quando acumularam ganhos de 8,9% e 7,7%, respetivamente, após a imposição de novas sanções dos EUA e da União Europeia à Rússia.
De acordo com a Reuters, o movimento reflete o otimismo dos investidores após responsáveis económicos norte-americanos e chineses delinearem um acordo-quadro de cooperação comercial durante reuniões em Kuala Lumpur. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o entendimento evitará a imposição de tarifas de 100% sobre produtos chineses e permitirá o adiamento das restrições chinesas à exportação de terras raras.
O Presidente Donald Trump declarou estar “otimista quanto à possibilidade de alcançar um acordo” com Pequim e confirmou futuros encontros bilaterais tanto na China como nos Estados Unidos. Analistas consideram que esta evolução poderá reduzir as tensões comerciais e reforçar a confiança económica mundial, dando suporte adicional ao mercado do crude.
Para a Haitong Securities, as novas sanções à Rússia e o abrandamento das tensões entre as duas maiores economias do mundo “melhoraram significativamente as expectativas de mercado”, contrariando os receios de excesso de oferta que haviam pressionado os preços no início de outubro.
Contudo, especialistas como Tony Sycamore, da IG Markets, alertam que, se as sanções ao setor energético russo se revelarem menos eficazes do que o previsto, poderá regressar a pressão descendente sobre os preços.
A U.S. Energy Information Administration (EIA) projeta, para o quarto trimestre de 2025, uma média de US$ 62/barril para o Brent, refletindo a expectativa de equilíbrio entre oferta e procura no curto prazo.
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