
Preços do Petróleo Recuam Com Preocupações Sobre Crescimento nos EUA e China
Destaques
- Desaceleração industrial chinesa e rebaixamento do rating dos EUA pela Moody’s reforçam temores sobre a procura global por crude;
- O Brent recuou 0,5%, situando-se nos 65,07 dólares por barril, enquanto o WTI caiu para 62,22 dólares;
- A produção industrial e as vendas a retalho na China registaram abrandamento em Abril;
- Investidores atentos à evolução das negociações nucleares entre os EUA e o Irão.
Os preços do petróleo iniciaram a semana em queda, pressionados por sinais de abrandamento económico nas duas maiores economias do mundo – Estados Unidos e China – e por incertezas persistentes nos mercados globais. A Moody’s cortou a notação da dívida soberana americana, enquanto dados oficiais chineses revelaram desaceleração na produção industrial e nas vendas a retalho.
Em Londres, nesta segunda-feira, 19 de Maio, os futuros do Brent caíram 34 cêntimos (0,5%) para 65,07 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) recuou 27 cêntimos (0,4%), fixando-se em 62,22 dólares, com o contracto de Junho a expirar na terça-feira.
Ambos os benchmarks haviam registado ganhos superiores a 1% na semana anterior, sustentados por um acordo entre Pequim e Washington para reduzir tarifas recíprocas. Contudo, os receios renovados sobre o ritmo de crescimento global vieram anular esse optimismo inicial.
“O momento é prejudicial”, afirmou John Evans, analista da PVM, referindo-se ao corte da notação americana. “O impacto imediato pode ser limitado, mas as consequências monetárias poderão revelar-se com o tempo.”
Na China, os indicadores divulgados esta segunda-feira mostraram que, embora o crescimento da produção industrial em Abril tenha superado as expectativas dos analistas, o ritmo geral de expansão perdeu força. O resultado confirma que o caminho para uma recuperação económica sustentada continua incerto, sobretudo num contexto de fragilidade da procura interna e abrandamento global.
Priyanka Sachdeva, analista sénior da Phillip Nova, alertou que “a conjugação entre a perda de dinamismo da economia chinesa e o rebaixamento dos EUA acentua o nervosismo nos mercados de energia”.
Por outro lado, os investidores seguem com atenção as negociações nucleares entre os EUA e o Irão, cujo desfecho poderá influenciar o equilíbrio entre oferta e procura nos mercados petrolíferos. No domingo, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, declarou que qualquer entendimento deverá incluir um compromisso iraniano de não enriquecimento de urânio – uma posição que foi prontamente criticada por Teerão, alimentando a incerteza quanto ao sucesso das conversações.
Num momento de elevada sensibilidade económica e política, o mercado de petróleo continua exposto a factores múltiplos e imprevisíveis. A evolução das negociações internacionais, o desempenho das economias centrais e os posicionamentos das agências de notação de crédito deverão continuar a moldar o comportamento dos preços nas próximas semanas.
Mais notícias
-
CTA ANUNCIA O FUNDO DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL (FADE)
22 de June, 2023 -
Moçambique vai enviar trabalhadores aos EAU
10 de July, 2023
Sobre Nós
O Económico assegura a sua eficácia mediante a consolidação de uma marca única e distinta, cujo valor é a sua capacidade de gerar e disseminar conteúdos informativos e formativos de especialidade económica em termos tais que estes se traduzem em mais-valias para quem recebe, acompanha e absorve as informações veiculadas nos diferentes meios do projecto. Portanto, o Económico apresenta valências importantes para os objectivos institucionais e de negócios das empresas.
últimas notícias
Mais Acessados
-
Economia Informal: um problema ou uma solução?
16 de August, 2019 -
Governo admite nova operadora para a Mozal após suspensão das operações
14 de March, 2026














