Preços do petróleo sobem impulsionados por interrupções no fornecimento e escalada na Guerra Rússia-Ucrânia

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Os preços do petróleo continuam a subir, reflectindo as tensões geopolíticas e interrupções inesperadas na produção. Nesta terça-feira, 19/11, os contratos futuros do Brent e do West Texas Intermediate (WTI) registaram uma alta de 0,2%, situando-se em US73,45/barril e US$69,31/barril, respectivamente. Esta tendência segue o aumento de mais de 2 dólares registado na segunda-feira.

As interrupções na produção contribuíram significativamente para o aumento dos preços. Na Noruega, o campo Johan Sverdrup, o maior da Europa Ocidental, com uma capacidade de 755.000 barris por dia, sofreu uma paralisação devido a falhas de energia. A Equinor trabalha para retomar a produção, mas ainda não há um prazo definido para a normalização. No Cazaquistão, o campo Tengiz, operado pela Chevron, reduziu a produção entre 28% e 30% devido a reparações que deverão ser concluídas até sábado, reforçando a percepção de uma restrição na oferta global.

O agravamento das tensões geopolíticas entre a Rússia e a Ucrânia também impactou os preços. Os Estados Unidos autorizaram o uso de armas fabricadas em território americano pela Ucrânia para realizar ataques em solo russo, marcando uma reviravolta significativa na política de Washington. Este movimento foi acompanhado pelo maior ataque aéreo da Rússia contra a Ucrânia em três meses, causando danos graves à infra-estrutura energética do país. Estas acções intensificaram os receios de uma escalada no conflito, com potenciais retaliações por parte da Rússia.

No mercado, o West Texas Intermediate (WTI) entrou em contango pela primeira vez desde Fevereiro, com os contratos para Janeiro a serem negociados a um prémio em relação aos contratos de Dezembro. Este movimento sugere uma redução na percepção de escassez na oferta, apesar das interrupções.

Perspectivas do mercado

Os analistas destacam que a combinação de interrupções na produção e riscos geopolíticos está a impulsionar os preços no curto prazo. Contudo, os investidores permanecem cautelosos, enquanto avaliam a evolução do conflito entre a Rússia e a Ucrânia e as suas implicações no equilíbrio da oferta global de petróleo. Toshitaka Tazawa, analista da Fujitomi Securities, sublinha que os operadores estão atentos aos desenvolvimentos do conflito e às suas consequências para o mercado energético.

As interrupções na produção e o agravamento das tensões geopolíticas continuam a destacar a volatilidade do mercado petrolífero. Com riscos crescentes e restrições na oferta, espera-se que o mercado permaneça sob pressão, enquanto os investidores monitorizam de perto os desdobramentos políticos e operacionais.

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