Preços reduziram 0,39% em Maio

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  • O País registou, em Maio de 2023, uma deflação mensal de 0,39%;
  • A inflação acumulada situou-se em 3,16%;
  • A inflação homóloga é de 8,23%.

Dados recolhidos em Maio último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-xai e Província de Inhambane, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou uma deflação na ordem de 0,39%. A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi de maior destaque, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,46 pontos percentuais (pp) negativos.

Analisando a variação mensal por produto, é de destacar a queda dos preços do tomate (4,5%), do coco (14,5%), do milho em grão (7,1%), da couve (7,8%), da gasolina (1,1%), da alface (7,2%) e do repolho (9,2%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,54pp negativos.

No entanto, alguns produtos com destaque para a cebola (12,5%), o gasóleo (4,9%), os cortinados e cortinas (23,3%), o jogo completo de sofás (4,8%), os telemóveis (2,1%), as refeições completas em restaurantes (0,3%) e as cadeiras (2,3%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,21pp positivos no total da variação mensal.

Entretanto, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor  do INE, referentes a Maio de 2023, o País registou um aumento de preços na ordem de 3,16%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Transportes, tiveram maior aumento de preços ao contribuírem com 2,11pp e 0,28pp positivos, respectivamente.

Ao analisar a variação acumulada por produto, o IPC destaca o aumento dos preços do tomate, da cebola, dos transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros, da alface, do feijão manteiga, da farinha de milho e do amendoim. Estes comparticiparam com cerca de 1,97pp positivos no total da variação acumulada.

Os dados do mês em análise, quando comparados com os de igual período de 2022, indicam que o País registou um aumento de preços na ordem de 8,23%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Transportes, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com 14,07% e 10,67%, respectivamente.

  • Variação mensal, acumulada e homóloga por centro de recolha de preços

Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, que serviram de referência para a variação de preços do País, segundo o INE, nota-se que em Maio findo, todos os locais tiveram uma deflação. A Província de Inhambane destacou-se com a queda de 0,75%, seguida das Cidades de Tete com 0,69%, de Quelimane com 0,68%, de Xai-xai com 0,50%, de Chimoio com 0,37%, de Maputo com 0,35%, da Beira com 0,14% e de Nampula com 0,08%.

Comparativamente a variação acumulada, todos os locais registram uma inflação. A Província de Inhambane teve o maior aumento do nível geral de preços com cerca de 6,38%, seguida das Cidades de Tete com 4,88%, de Quelimane com 4,75%, de Maputo com 3,36%, de Chimoio com 1,86%, de Xai-xai com 1,59%, da Beira com 1,51% e de Nampula com 1,46%.

Comparativamente a variação homóloga, todos os locais tiveram uma inflação. A Província de Inhambane teve o maior aumento do nível geral de preços com cerca de 11,85%, seguida das Cidades de Tete com 10,66%, de Quelimane com 10,61%, de Chimoio com 8,17%, da Beira com 7,82%, de Maputo com 7,37%, de Xai-xai com 6,30% e de Nampula com 5,94%.

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