
Quénia Aposta em Acordo Comercial com os EUA Até ao Final do Ano e Defende Extensão do AGOA
Questões-Chave
- Presidente William Ruto espera assinar acordo bilateral com Washington até ao fim de 2025;
- Quénia pressiona os EUA a renovar e estender o AGOA por pelo menos cinco anos;
- Nairobi procura maior acesso ao mercado norte-americano para têxteis, vestuário e produtos agrícolas;
- Ruto sublinha que o AGOA é plataforma essencial para reduzir défices comerciais;
- Incerteza persiste devido ao regresso de Donald Trump e à sua política tarifária.
O Presidente do Quénia, William Ruto, afirmou esta quarta-feira que espera concluir, até ao final do ano, um acordo comercial com os Estados Unidos, ao mesmo tempo que apelou a Washington para a extensão, por pelo menos cinco anos, do African Growth and Opportunity Act (AGOA), que garante acesso preferencial das exportações africanas ao mercado norte-americano.
Falando em Nova Iorque, à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Ruto confirmou que se reunirá com o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para discutir a renovação do AGOA, legislação com 25 anos de vigência que expira este mês. “Pedirei seriamente aos Estados Unidos que considerem renovar e estender o AGOA por pelo menos cinco anos, pois é uma plataforma que conecta África e os EUA de forma fundamental, com potencial para resolver défices comerciais e desafios existentes”, sublinhou o chefe de Estado queniano.
Ruto destacou que a administração norte-americana tem hoje uma maior valorização do AGOA, apesar de uma tentativa bipartidária de extensão da lei no ano passado não ter avançado no Congresso. O regresso de Donald Trump à Casa Branca, com a sua política centrada em tarifas, alimenta a incerteza quanto ao futuro do regime preferencial. Ainda assim, Ruto insistiu: “O AGOA oferece tanto a África como aos Estados Unidos a melhor oportunidade de expandir e aprofundar o comércio”.
Quanto ao acordo bilateral, o Presidente revelou que as negociações têm registado “bom progresso” e que espera assinar um entendimento até ao final de 2025. O Quénia procura garantir maior acesso para o seu vestuário, têxteis e produtos agrícolas, como chá, café e abacates, ao mesmo tempo que pretende explorar novas áreas de cooperação em sectores como mineração e pescas.
Se concretizado, o acordo representará o primeiro do género entre Washington e um país da África Subsaariana, reforçando a posição do Quénia como parceiro estratégico global. Paralelamente, Nairobi mantém entendimentos comerciais robustos com a China, que isentou de tarifas todos os produtos agrícolas quenianos. “Com a China temos um défice comercial desfavorável, mas com os EUA o balanço é relativamente equilibrado. Procuramos, assim, diversificar e equilibrar as relações comerciais com todos os parceiros”, concluiu Ruto.
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