
Sector privado terá de cobrir uma parte importante das grandes necessidades de investimento na mitigação climática nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento – FMI
Na antecâmara do “Relatório de Estabilidade Financeira Global” a ser publicado no próximo dia 10 de Outubro, o FMI adianta no capitulo III da publicação, que se debruça sobre “Políticas do Sector Financeiro para Desbloquear o Financiamento Climático Privado nos Mercados Emergentes e nas Economias em Desenvolvimento (EMDE), que os EMDE enfrentam desafios para atrair financiamento climático privado, tais como a sua classificação de crédito frequentemente baixa, o que limita a base potencial de investidores.
De acordo com o FMI, as políticas climáticas dos principais bancos e companhias de seguros ainda não estão alinhadas com as metas de emissões líquidas zero. Diz o FMI que, apesar do crescimento dos fundos de investimento sustentáveis, apenas uma pequena parte do dinheiro investido é dedicada à criação de um impacto climático positivo.
Para o FMI, persistem obstáculos políticos à implementação da tarifação do carbono e aos desafios específicos dos EMDE, o que torna necessária uma ampla combinação de políticas para criar um ambiente atraente para o financiamento privado da mitigação climática nos EMDE.
O FMI adianta que as políticas estruturais são fundamentais para reduzir o custo do capital, mobilizar recursos financeiros internos, e melhorar as classificações de crédito nos EMDEs. No entanto, outra parte essencial da combinação de políticas são as políticas do sector financeiro, que devem concentrar-se novamente na criação de impacto climático e considerar as circunstâncias específicas dos EMDE.
“Nos países de baixo rendimento será necessário apoio internacional adicional e iniciativa política”. Diz o FMI que assegura, por outro lado, que o seu Mecanismo de Resiliência e Sustentabilidade, ao apoiar reformas, pode ajudar a criar um ambiente favorável ao investimento e atrair capital privado.
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