
Taxa de Juro de Política Monetária mantém-se em 17,25 %
- Dívida pública interna situa-se em 321,1 mil milhões de meticais, um aumento de 46,0 mil milhões em relação a Dezembro de 2022.
O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 17,25 %.
O comunicado do órgão, refere que a decisão é sustentada pelo agravamento dos riscos e incertezas associados às projecções da inflação, não obstante as perspectivas da sua manutenção em um dígito no médio prazo.
“Mantêm-se as perspectivas de inflação de um dígito no médio prazo”, diz o CPMO.
Recorda o CPMO que em Agosto de 2023, a inflação anual reduziu para 4,9 %, depois de 5,7 % em Julho, uma redução explicada, principalmente, pela queda dos preços de bens alimentares, favorecida pelo prolongamento da época fresca, num contexto de estabilidade do Metical.
“A inflação subjacente registou um aumento, a traduzir, fundamentalmente, o incremento dos preços nas classes de restauração e de vestuário e calçado. Para o médio prazo, mantêm-se as perspectivas de uma inflação de um dígito, reflectindo, sobretudo, a estabilidade do Metical e o impacto das medidas que vêm sendo tomadas pelo CPMO”. Frisa
Mais adiante o CPMO considera que os riscos e incertezas subjacentes às projecções da inflação agravaram-se.
“A nível interno, prevê-se a prevalência da pressão sobre a despesa pública e das incertezas quanto à evolução e aos efeitos de eventos climáticos extremos. Na envolvente externa, destacam-se as incertezas quanto à magnitude do impacto do prolongamento e escalada do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, bem como a tendência recente para aumento dos preços dos combustíveis. A materialização destes riscos poderá concorrer para uma aceleração da inflação, desviando-a da trajectória esperada”.
Relativamente as perspectivas, o CPMO, mantêm-se a projecção de um crescimento económico moderado no médio prazo.
“No segundo trimestre de 2023, o produto interno bruto cresceu 4,7 %, a reflectir, essencialmente, um desempenho assinalável da indústria extractiva, com destaque para a produção de gás natural. No médio prazo, antevê-se que a indústria extractiva continue a contribuir para a aceleração do crescimento do produto interno bruto. Excluindo os projectos de gás natural, prevê-se que a actividade económica continue a recuperar, não obstante os prováveis impactos negativos dos choques climáticos sobre a produção agrícola e diversas infra-estruturas”. Lê-se no comunicado
Sobre a divida pública interna outro tema recorrentemente analisado pelo CPMO, o órgão volta a alertar sobre o continuo crescimento da mesma
O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 321,1 mil milhões de meticais, o que representa um aumento de 46,0 mil milhões em relação a Dezembro de 2022.
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